Campus e Comunidade

Conselho Pedagógico promove ciclo de formação sobre o ensino experimental em tempos de pandemia

Foram muitas as experiências partilhadas pelos vários docentes do Técnico nas 3 sessões realizadas, promovendo-se uma partilha de experiências inspiradora.

Tendo em conta o papel fundamental que o ensino experimental tem na formação dos alunos do Instituto Superior Técnico e os desafios trazidos pela pandemia ao mesmo,  o Conselho Pedagógico(CP), com o apoio do Núcleo de Desenvolvimento Académico (NDA) criou um ciclo de formação intitulado “Laboratórios em Tempos de Pandemia”. As três sessões, realizadas em datas distintas, permitiram a partilha de experiências entre docentes dos diversos departamentos do Técnico, desafiando e inspirando os participantes a adotar metodologias semelhantes.

Decorreu esta quarta-feira, 7 de abril, a última das 3 sessões que contou com a participação de três docentes: a professora Susana Vieira, docente do Departamento de Engenharia Mecânica(DEM), professor Daniel Lopes, docente do Departamento Informática (DEI), e o professor Paulo André, docente do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC).

A professora Susana Vieira apresentou o caso da unidade curricular de Automação Industrial, expondo a forma como o laboratório virtual, criado muito antes do início da pandemia, se tem vindo a revelar uma ferramenta muito útil para os estudantes. “Entre as vantagens deste laboratório está o facto de  permitir que os alunos tenham muito mais experiência de programação com os PLCs, e permitir uma grande flexibilização dos exercícios e de todos os conteúdos que são dados, tanto nas aulas práticas como nas aulas teóricas. Por outro lado, também os distancia muito dos equipamentos físicos e os alunos dizem mesmo que esta experiência de laboratório lhes parece muitas vezes similar a jogar um jogo”, sublinhou a docente do DEM.

Após fazer um rápido levantamento de alguns exemplos de unidades curriculares do DEEC que tiveram uma alteração do funcionamento dos laboratórios e de dar a conhecer as estratégias adotadas desses docentes para contornar as dificuldades, o professor Paulo André focou a sua apresentação na forma como foi estruturado o ensino experimental em duas unidades curriculares: Fundamentos de Telecomunicações, e Propagação e Radiação de Ondas Electromagnéticas, a primeira lecionada pelo próprio, a segunda lecionada pelo professor Custódio Pacheco.

Após a partilha das dinâmicas adotadas, o docente apresentou possíveis estratégias a seguir futuramente, nomeadamente agora que se aproxima a implementação do Modelo de Ensino e Práticas Pedagógicas(MEPP).“Depois de vermos todas estas soluções que acabaram por surgir, torna-se claro que este contexto acabou por ser uma oportunidade para  reequacionarmos o ensino experimental. Temos que focar as competências na realização de trabalho autónomo e na capacidade de resposta perante novas situações”, declarou o professor Paulo André.

Seguindo a prática das sessões anteriores, a sessão terminaria com o testemunho de um aluno. Desta vez a palavra foi de Ricardo Lameirinhas, aluno de doutoramento do DEEC e membro da comissão executiva do CP. Destacando a importância da componente laboratorial para os alunos, o estudante de doutoramento frisou que apesar de, no geral, se sentir que a ausência do ensino presencial foi algo negativo, “como se viu na sessão de hoje, houve uma certa criatividade do corpo docente na transição das atividades presencias para o ensino remoto”. Abordando a questão da avaliação, Ricardo Lameirinhas salientou a importância de esta ser “o mais diversificada” possível. O estudante não deixou de sublinhar o cansaço em relação ao ensino remoto sentido pelos alunos, e a desmotivação que tende a aumentar.

Na primeira sessão, que teve lugar no dia 26 de fevereiro, a partilha de experiências foi promovida pelos professores/as: Ana Clara Marques, docente do Departamento de Engenharia Química (DEQ), Beatriz Silva, docente do DEM, Carlos Baleizão, docente do DEQ, Horácio Fernandes, docente do Departamento de Física, e Marta Fajardo e João Mendanha Dias, também docentes do DF.

A segunda sessão, que se realizou no dia 15 de março, contou com a participação das professoras Ana Fred, Ângela Taipa, e do professor João Miguel Sanches, todos docentes do Departamento de Bioengenharia (DBE).

Para facilitar a aplicação de metodologias semelhantes, e como resultado deste ciclo de formação, foi criado um conjunto de recomendações que incluem a lista de plataformas disponíveis, bem como o link para as páginas respetivas no SaRTRE que incluem tutoriais e vídeos de formações anteriores.

As apresentações dos docentes estão também disponíveis para consulta.