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“De pares para pares”: Estudantes do Técnico receberam formação de estudantes de enfermagem sobre socorrismo e segurança

Estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Lisboa formaram estudantes do Técnico sobre prevenção de riscos e resposta inicial a acidentes em contexto laboratorial.

“O corpo tem de estar sempre perpendicular à vítima”, reforçava uma professora  enquanto estudantes do 2.º ano de Enfermagem demonstravam, num manequim de prática de suporte básico de vida, como realizar compressões torácicas em caso de paragem cardiovascular. Cerca de 600 estudantes do 2.º ano do curso Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem, Universidade de Lisboa (ESEUL) e dos cursos de Engenharia Química, Engenharia de Materiais e Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa reuniram-se para a primeira iniciativa interdisciplinar sobre prevenção de riscos e resposta inicial a acidentes em contexto laboratorial, realizada nos dias 29 e 30 no campus Alameda do Técnico.

“Os nossos alunos trabalham muito em laboratórios e, na vida futura, estarão a trabalhar em empresas onde o conhecimento sobre os primeiros socorros em caso de acidente é fundamental”, referiu Ana Paula Serro, docente do Técnico e coordenadora da atividade. “Achamos que seria muito mais interessante fazer a formação de pares para pares do que vir um sénior fazer a apresentação para todos”, complementou.  A ideia foi corroborada por estudantes como Mafalda Fagulha, estudante de Engenharia Química, que considerou o processo de aprendizagem com outros estudantes “bastante engraçado”. “Gostei da maneira como expuseram os assuntos, foram bastante diretos e com uma linguagem menos coloquial”, explicou.

Carla Nascimento, docente responsável pela área de emergência e trauma da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Lisboa, acredita que além de capacitar os estudantes do Técnico para agirem em situações de primeiros socorros em contexto laboratorial, permite que que os estudantes do curso de Enfermagem desenvolvam “competências de comunicação oral, domínio de conteúdo, trabalho em equipa, pensamento crítico e também de criatividade e inovação nas apresentações”. Para a docente, trata-se de uma “experiência inovadora” também para os estudantes de enfermagem, que, pela primeira vez, saem da sua “zona de conforto”.

Apesar dos nervos iniciais, Francisco Barrego, um dos estudantes que participou numa das demonstrações de suporte básico de vida, considerou “interessante e produtiva” a sua “primeira experiência” em comunicação na enfermagem. “Só começamos o estágio no terceiro ano, não foi com um paciente ou com uma vítima, mas começarmos a comunicar a nossa área com pessoas da nossa idade facilita muito”, explicou.

Além desta atividade, o estudante considerou que a formação complementar do Núcleo de Segurança, Higiene e Saúde ( NSHS) do Técnico sobre segurança em caso de incêndio urbano e de sismos foi “clara e enriquecedora”. Esta atividade contou com uma demonstração ao ar livre sobre o funcionamento dos diferentes tipos de extintores e a sua devida utilização. “Acho que é importante, e não damos valor a isso no dia-a-dia”, referiu o estudante.

Ao fazer um balanço geral da iniciativa, Ana Paula Serro acredita que as atividades foram “muito bem aceites pelos estudantes” e concluiu que o uso da mesma linguagem tornou “muito mais fácil a apreensão de conhecimento”. Em sintonia, Carla Nascimento considerou que “seria muito interessante” uma nova edição com um carácter ainda mais “demonstrativo e prático”. Esta atividade enquadra-se ainda na comemoração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que se celebra a 28 de abril em homenagem às vítimas de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

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