A Sala de Reuniões do Campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, recebeu a 6 de janeiro a cerimónia de assinatura dos contratos das Bolsas de Estudo Bondalti e Fundação Amélia de Mello. Dez estudantes serão contemplados com a bolsa no ano letivo 2025/2026.
“Todos estão aqui por diferentes razões, seguem diferentes paixões mas todos unidos pela curiosidade e perspetiva de uma vida melhor”, começou por afirmar João Marcos Pontes, estudante do 2.º ano de Engenharia Aeroespacial, em representação dos estudantes distinguidos. “O vosso investimento não apoia apenas estudantes, apoia famílias”, concluiu. Também em representação dos bolseiros desta edição, Vanídia Augusto referiu que este apoio “é a confirmação de que a força e a resiliência valem a pena”.
Vasco de Mello, Presidente do Conselho de Administração da Bondalti (empresa membro da Rede de Parceiros do Técnico) e Presidente da Fundação Amélia de Mello, garantiu que a Fundação pretende “atrair e reter talento gerado nas instituições académicas e científicas”. Sobre o Técnico, Vasco de Mello vincou a “reputação da Escola de enorme qualidade reconhecida em Portugal e internacionalmente”.
“Pessoas com talento e vontade terem de abandonar os estudos” é um “crime social”, vincou Rogério Colaço, Presidente do Instituto Superior Técnico, no seu discurso. E acrescentou: “do ponto de vista individual é uma tragédia”, à escala da sociedade “desperdiçar talento é um caminho irrecuperável”. “As famílias com mais dificuldades têm menos margem para falhar. O mesmo se aplica aos países”, frisou Rogério Colaço, que aproveitou ainda o momento para apelar ao “payback” por este fazer “a diferença transformacional no país”.
O Vice-Presidente do Técnico para a Interface Empresarial, Inovação e Empreendedorismo, Pedro Amaral, explicou como a Escola pretende construir um “círculo virtuoso” na sua relação com as empresas”como a que já estabeleceu com a Bondalti e a Fundação Amélia de Mello, nos últimos oito anos”. A criação de valor neste processo ocorre por o Técnico conseguir “criar o talento necessário para que as empresas possam absorvê-lo e crescerem” e, por outro lado, receber da parte destas “os inputs e os desafios que são fundamentais para o nosso desenvolvimento”, rematou.
A Bolsa de Estudo Bondalti e Fundação Amélia de Mello é uma das mais de 20 apoiadas por mecenas para ajudar estudantes de licenciatura e mestrado dos vários cursos do Técnico.