Campus e Comunidade

Dia Aberto do Técnico no Campus Oeiras juntou futuros estudantes e famílias em torno da ciência e da engenharia

Visitas a laboratórios, workshops e atividades para todas as idades marcaram uma edição dedicada à descoberta da ciência, da engenharia e da vida académica.

Ainda não eram 10h da manhã e já se formavam pequenos grupos à entrada do Campus Oeiras do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. Enquanto algumas crianças corriam para os insufláveis, estudantes do ensino secundário percorriam o programa do Dia Aberto à procura de laboratórios, cursos e projetos que os “ajudassem a imaginar o futuro”. 

No dia 16 de maio, o Campus Oeiras recebeu mais uma edição do Dia Aberto do Técnico – Campus Oeiras, este ano em conjunto com o Dia da Família do Técnico. Ao longo do dia, cerca de 200 participantes passaram pelo campus para participar em workshops, demonstrações tecnológicas, visitas guiadas e atividades dirigidas a diferentes idades. 

Vindos de Sines, Duarte, de 15 anos, e os pais chegaram ao Técnico com um objetivo muito concreto: “perceber se aquele poderia ser o futuro”. Interessado em programação e desenvolvimento de videojogos, Duarte fez questão de visitar o Laboratório de Jogos, depois de já ter passado pelos espaços de robótica e telecomunicações. “Quis vir conhecer a universidade e os cursos. Gostei muito do Laboratório de Jogos e fiquei ainda com mais vontade de vir para aqui”, contou.

Os pais explicam que a decisão de fazer a viagem surgiu da necessidade de transformar a informação online numa experiência real. “Uma coisa é aquilo que vemos no site. Outra é vir aqui, falar com alunos, perceber o ambiente e ouvir as experiências deles”, explicou Catarina Ramos, mãe de Duarte. “Achámos importante ele começar já a visualizar aquilo que poderá ser o futuro dele”.

Ao longo do dia, multiplicavam-se perguntas sobre  médias de acesso, oportunidades de Erasmus, alojamento e  saídas profissionais. Nos laboratórios e corredores, estudantes do secundário cruzavam-se com crianças que experimentavam, pela primeira vez, atividades ligadas à robótica, eletrónica e ciência. 

Entre laboratórios, núcleos e atividades para famílias

A programação incluiu também as iniciativas do Dia da Família, promovido pela Área de Bem-Estar e Desenvolvimento da Direção de Recursos Humanos do Técnico. Entre aulas de taekwondo, yoga e Krav Maga, jogos e insufláveis, o espaço foi sendo ocupado por famílias que “aproveitaram o dia para conhecer o campus”. 

“Quisemos juntar a nossa iniciativa ao Dia Aberto porque acreditamos que criar sinergias permite um resultado melhor”, explicou Joana Cruz, responsável pelo evento. “É importante que as pessoas conheçam os diferentes campi do Técnico. Muitas vezes estamos muito focados no nosso espaço e estes momentos ajudam-nos a perceber melhor a dimensão do Técnico”.

Foi através do Dia da Família do Técnico que Ricardo Sousa e Susana Cruz chegaram ao evento. Depois das atividades da manhã, decidiram participar também nas visitas aos laboratórios disponíveis. “Foi uma forma de juntar as duas experiências”, contaram. 

Além das demonstrações, o contacto direto com estudantes acabou por assumir um “papel central ao longo do dia”. Nas bancas dos núcleos estudantis, as conversas rapidamente ultrapassaram as apresentações formais e passaram para temas como a adaptação ao ensino superior, os projetos extracurriculares ou a rotina académica. 

Manuel Vaz, estudante de Engenharia Eletrónica e presidente do Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrónica (N3E), passou o dia entre  demonstrações de robótica e  workshops de soldadura. “A certa altura deixa de ser uma apresentação e passa a ser uma conversa. Eles começam a perguntar o que gostamos no curso, como é a vida académica, o que fazemos aqui. É isso que os ajuda a imaginar-se neste lugar”, afirmou.

“O Dia Aberto é uma oportunidade de nós abrirmos as portas ao exterior a qualquer pessoa que queira vir”, destacou Joana Mendonça, vice-presidente do Técnico para o Campus Oeiras. “Aqui têm uma mostra do que se faz no campus, desde a robótica à bioengenharia, à informática, aos jogos e aos satélites. É como receber pessoas em casa”.

Ao longo do dia, as visitas aos laboratórios do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR-Lisboa), do GAIPS, do NanoSat Lab, do Laboratório de Jogos e do Laboratório de Bioengenharia de Células Estaminais receberam sucessivos grupos de visitantes. Para Susana Encarnação, responsável pelo Apoio ao Estudante, é precisamente essa proximidade que continua a distinguir a iniciativa. “É uma oportunidade excelente para quem está numa fase exploratória perceber melhor o que poderá ser o seu percurso no ensino superior”.

Fotogaleria (brevemente).