No Salão Nobre do campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, as conversas começaram antes mesmo de todas as cadeiras estarem ocupadas. Entre mesas com representantes dos mestrados do Técnico, grupos de estudantes aproximavam-se, faziam perguntas, tomavam notas e seguiam para a mesa seguinte. Especializações, projetos com empresas, oportunidades de investigação ou saídas profissionais estiveram no centro das conversas da 4.ª edição do Dia dos Mestrados, que decorreu a 5 de março de 2026.
A iniciativa, dirigida a estudantes finalistas de 1.º Ciclo e recém-licenciados, procurou dar a conhecer as oportunidades académicas e profissionais associadas aos cursos de mestrado do Técnico. “O Técnico oferece um percurso [de mestrado] muito flexível, com um grande número de opções livres que permitem aos estudantes desenhar o seu próprio percurso, de acordo com os seus interesses e perspetivas de futuro”, explicou Miguel Teixeira, docente e presidente do Conselho Pedagógico do Técnico.
“Quem escolhe o mestrado no Técnico deve conhecer bem as opções desde o primeiro dia”, aconselhou Miguel Teixeira. “Assim pode aproveitar oportunidades de internacionalização, projetos com a indústria ou percursos de investigação que podem ser transformadores na preparação para o futuro”. Entre estas possibilidades referiu os minors, que permitem complementar o mestrado com formação noutras áreas disciplinares, e os projetos Capstone – desafios lançados por empresas e desenvolvidos por equipas multidisciplinares para responder a problemas reais da indústria. No domínio da investigação destacou ainda o PhD Fast Track, que permite iniciar unidades curriculares de doutoramento ainda durante o mestrado.
Nas mesas onde docentes conversavam com potenciais candidatos, as perguntas sucediam-se: que cadeiras escolher, que especializações existem ou que projetos podem surgir durante o curso. Para Tiago Fernandes, docente e coordenador do mestrado em Bioengenharia: Medicina Regenerativa e de Precisão, “um mestrado no Técnico distingue-se pelo valor acrescentado de um ensino exigente, que permite aos estudantes sair com uma base sólida e horizontes para um percurso profissional bem-sucedido”. O conselho para quem pondera candidatar-se foi direto: “Estudem bem as opções e escolham o mestrado que realmente vos motiva”.
Também Maria Silva, docente do mestrado em Engenharia Geológica e de Minas, destacou o papel do 2.º ciclo na especialização académica. “O nome Técnico diz muito em termos de qualidade científica”, referiu, acrescentando que o mestrado representa uma “oportunidade para aprofundar conhecimentos numa área específica e valorizar o percurso académico”.
Enquanto novos grupos se aproximavam, estudantes de mestrado partilhavam a experiência de quem já iniciou este percurso. Teresa Neves, estudante do mestrado em Engenharia Civil, descreve-o como um “trampolim para o mercado de trabalho”. “O mestrado no Técnico é, de facto, muito desafiante”, descreveu. “Mas é essa exigência que acaba por nos preparar melhor para os desafios que vamos encontrar”. Entre disciplinas obrigatórias, optativas e temas de tese, a estudante destacou a diversidade de caminhos possíveis dentro da Escola.
Uma visão semelhante é partilhada por Gonçalo Cecílio, do mestrado em Engenharia Eletrónica, que aponta a especialização do conhecimento e o contacto com investigação como elementos valorizados. “O mestrado permite aprofundar o que aprendemos na licenciatura e aproximarmo-nos de núcleos de investigação ou de projetos em colaboração com empresas”, explicou, referindo que estas experiências podem facilitar tanto a entrada no mercado de trabalho como a continuação para o doutoramento.
“Falar diretamente com alunos e professores ajuda a perceber melhor as opções”
No meio do movimento constante de estudantes entre as mesas, alguns vieram de outras instituições para conhecer de perto a oferta formativa do Técnico. Foi o caso de Afonso Lopes e Gonçalo Batista, estudantes de Engenharia de Telecomunicações e Informática no ISCTE, interessados no mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores. Procuram uma formação com maior especialização e uma ligação mais direta a problemas aplicados. “Queremos encontrar desafios novos e perceber como podemos aprofundar a área em que já estamos”, explicaram. “Acreditamos que o nome do Técnico seja uma mais valia neste ciclo”.
Vinda do outro lado da margem, Amilca Duarte, estudante na NOVA FCT, visitou o evento movida sobretudo pela “curiosidade”. Interessada em explorar aplicações da área da saúde, aproveitou para comparar programas curriculares e perceber que caminhos poderiam ligar a engenharia às ciências biomédicas. “É um momento para analisar opções e perceber que percursos posso explorar”, resumiu.
Entre os estudantes do Técnico, o ambiente foi de comparação de percursos e esclarecimento de dúvidas. Joana Queirós e Rita Costa, da licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial do Técnico, circularam pelo espaço para ouvir a experiência de alunos de mestrado e compreender melhor as saídas profissionais associadas a cada área. “Temos sempre muitas dúvidas e falar diretamente com alunos e professores ajuda a perceber melhor as opções”, defenderam. Rita Costa demonstrou particular interesse pelo mestrado em Engenharia e Gestão da Energia, destacando a versatilidade do plano curricular.
Já Catarina Medroa e Luísa Soares, estudantes de Engenharia do Ambiente do Técnico, procuravam respostas mais específicas: “como funcionam as minors?”, “que cadeiras podem complementar o projeto integrador?” e “que percursos permitem explorar diferentes áreas dentro do mestrado?”. Mais do que uma escolha imediata, dizem querer “manter as portas e os horizontes abertos”.
O encerramento do evento trouxe vozes em coro no átrio, onde estudantes, docentes e visitantes ‘batiam o pé’ ao ritmo da música. Ao longo da tarde, mais de 500 visitantes passaram pelo Dia dos Mestrados, cerca de 275 vindos de fora do Técnico, refletindo o interesse pela oferta formativa da Escola. “De bata e batina”, a Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico (TUIST), encerrou o programa com uma atuação que assinalou o final de uma tarde dedicada à reflexão sobre os próximos caminhos académicos.
As candidaturas aos mestrados do Técnico para o ano letivo 2026/2027 estão abertas. A 1.ª fase decorre entre 9 e 20 de março de 2026, até às 17h00, e destina-se a estudantes que pretendam prosseguir estudos de 2.º ciclo, incluindo finalistas de licenciatura de qualquer instituição de Ensino Superior.