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Equipa de estudantes do Técnico vence final nacional da RED Bull Basement Portugal

Projeto de iluminação pública inteligente “LumiNation” vai representar Portugal na competição internacional, em São Francisco.

“LumiNation”, projeto desenvolvido por estudantes de mestrado do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, conquistou o primeiro lugar na final nacional da Red Bull Basement Portugal. A competição decorreu no dia 11 de maio, no Técnico Innovation Center powered by Fidelidade, e contou ainda com a participação de mais duas equipas do Técnico, a Safe Mesh e a ALERTA WaveGuard, entre as dez finalistas de todo o país. 

“Vencer esta competição significa muito a nível pessoal, pois mostra-me que todo o mundo empreendedor e da inovação está mais perto do que o que achamos, e temos mesmo de ser persistentes e acreditar na nossa ideia”, descreveu Vasco Pires, estudante de mestrado em Engenharia Informática e de Computadores e co-criador do projeto “LumiNation” desenvolvido em parceira com Liliana Silva, estudante de mestrado em Engenharia e Gestão da Inovação e Empreendedorismo.

Os jovens empreendedores desenvolveram um sistema inteligente de iluminação pública adaptativa, com o objetivo de reduzir o desperdício energético através de uma gestão mais eficiente da iluminação urbana. A solução permite detetar e prever movimento com base na velocidade e direção de peões ou veículos, calculando o número de candeeiros necessários e a intensidade de iluminação adequada para cada situação. Entre muitos dos componentes utilizados, como radares e o sensores capazes de detetar a respiração, a inovação está na possibilidade de adaptar candeeiros já existentes através da integração de um algoritmo inteligente. “A nossa ideia permite ligarmo-nos diretamente a interface, o driver do LED, que depois vai permitir-nos ligar à corrente”, explicou Vasco Pires.

A equipa vencedora, que já tinha recebido anteriormente o prémio de melhor protótipo na TecStorm, competição universitária da Heckaton, ruma à Califórnia no dia 3 de junho para competir na final Mundial do Red Bull Basement World 2026. Para Liliana Silva, esta conquista é a “prova” de que mais pessoas acreditam na ideia. “Temos a honra e responsabilidade de representar Portugal nesta competição. Estou muito grata e vamos dar o nosso melhor”, declarou.

A representar a Escola estiveram ainda as equipas Safe Mesh e ALERTA WaveGuard. A Safe Mesh, ideia de Nicollas Nogueira, estudante de licenciatura em Engenharia Eletroténica e de computadores  e Larissa Montefusco, estudante de mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, surgiu após a observação de “dois casos impactantes”, o apagão ibérico e a tempestade Kristin, em Leiria. Safe Mesh é uma camada extra de comunicação por texto para situações de emergência. “É uma rede autónoma e confiável. O nosso grande diferencial é a simplicidade da utilização, qualquer pessoa vai conseguir utilizar e comunicar com segurança”, assegurou Nicollas, que também colabora com o  Instituto de Tecnologias Interativas (ITI). 

Larissa Montefusco, que colabora com Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID)  na área de eletromobilidade, conta que todo o processo “foi uma descoberta”, desde o desenvolvimento da aplicação, que funciona sem internet, até à criação do Website, da landing page e da componente energética, com painéis solares. “Nós aproveitamos a energia solar de dia e depois à noite usamos baterias, foi muito interessante trabalhar com essa parte mais eletrónica de potência”, afirmou.

Já a ALERTA WaveGuard, startup de inovação interna da Junitec – Júnior Empresas do Técnico, desenvolveu um sistema de deteção de quedas para lares e instituições. Matilde Ribeiro e Sousa, estudante de Engenharia Mecânica, acredita que o valor do projeto reside na possibilidade de “vir a ajudar outros”. A ideia utiliza sensores de radar para monitorizar a posição de uma pessoa idosa, acionando o alerta em caso de queda. “O foco é usar sensores de radar que  permitem a monitorização contínua da pessoa idosa quando está dentro de casa, mas também a sua segurança, ou seja não usam câmaras” explicou. Segundo a estudante, o projeto pretende responder a uma lacuna no mercado. “Percebemos que há uma quebra no mercado de sistemas de deteção de quedas que são usados ou aplicados a esta geração”, completou.

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