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Estudantes do Técnico criam app premiada para auxiliar leitura a crianças com dislexia

Dyscovery apresenta-se como um companheiro de leitura personalizado, recorrendo a inteligência artificial para ajudar a criança num ‘karaoke de leitura’.

São já três os reconhecimentos – dois deles internacionais – para a start-up EdTech, fundada por Vítor Clara, Francisco Redondo, Margarida Nunes e André Azeredo Rodrigues, quatro estudantes do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. A empresa, inserida na Júnior Empresas do Técnico (JUNITEC), desenvolveu a Dyscovery, uma app baseada em inteligência artificial que procura apoiar crianças com dislexia no processo de aprendizagem de leitura e escrita, funcionando como um apoio complementar para estudantes, professores e famílias.

Segundo dados da Associação Portuguesa de Dislexia, estima-se que este fenómeno neurobiológico afete cerca de 120 mil crianças em Portugal, dificultando o processamento de grafemas para fonemas (e vice-versa). A Dyscovery dá oportunidade à criança com dislexia para praticar a leitura através de um exercício acompanhado (como se de um ‘karaoke de leitura’ se tratasse), oferecendo depois feedback ao seu desempenho e sugerindo correções e dicas tanto para a leitura como para a escrita.

A plataforma foi desenvolvida por Vítor Clara (Mestrado de Engenharia e Gestão da Energia), Francisco Redondo (Mestrado em Engenharia Informática e de Computadores), Margarida Nunes (Mestrado em Engenharia Biomédica) e André Rodrigues (Licenciatura em Engenharia Aeroespacial).

No âmbito do MIT €100K Portugal Entrepreneurship Competition, uma competição internacional promovida pelo Massachusetts Institute of Technology, a Dyscovery foi distinguida com o People’s Choice Award, atribuído por votação do público entre cerca de 10 start-ups finalistas. Na mesma edição da competição, o Técnico esteve também representado pela startup FlashGuard.

Já no Hult Prize 2026, iniciativa global que anualmente desafia equipas universitárias a desenvolver start-ups com impacto social, a Dyscovery venceu a fase nacional portuguesa. Com esta vitória, a equipa garante a representação de Portugal na fase internacional da competição, que culmina numa final onde as melhores equipas disputam um prémio de 1 milhão de dólares em financiamento.

À escala nacional, a EdTech foi ainda distinguida com o 1.º lugar em Inovação Social no concurso de ideias de negócio ARRISCA C, promovido pela Universidade de Coimbra.

O projeto está numa segunda fase experimental, com projetos-piloto em cinco escolas das regiões de Lisboa, Coimbra e Leiria, contando com a participação de mais de 100 estudantes em testagem ativa.

Nos media: “Adeus, dislexia: eles criaram uma app que é um companheiro de leitura personalizado” (Público)