A FLASHGuard, equipa composta por estudantes, investigadores e docentes do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, representou Portugal na final internacional do MIT $100K Entrepreneurship Competition 2026, em Boston, após vencer, a 11 de abril, a edição nacional da competição . O projeto que transforma o tratamento de doentes oncológicos através do uso clínico seguro de radioterapia FLASH é resultado do trabalho de investigação realizado no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) através do grupo Particles4Health e tornou-se uma “spin-off ” do Técnico e do LIP, a RTBeamTech.
Para Manuel Ratola, membro da equipa e investigador do LIP, a competição revelou-se numa oportunidade de mostrar “a qualidade das ideias, do talento e do espírito empreendedor que existe no país”. “Para nós, é uma enorme honra representar Portugal numa competição desta dimensão e prestígio, ainda por cima sendo a primeira edição internacional do MIT 100K fora dos Estados Unidos”, refere.
Gonçalo Roriz, estudante de mestrado em Engenharia Física e Tecnológica, destaca o impacto da participação tanto a nível profissional como pessoal. Para o estudante, a competição constituiu “uma excelente oportunidade para dar visibilidade” à startup e alargar a sua “rede de contactos”. A nível pessoal, considera que a experiência representou “mais um reforço e maturação” do espírito empreendedor da equipa, que se tem vindo a “consolidar através da participação e também da vitória em várias competições de empreendedorismo”.
O membro da equipa sublinha ainda o ambiente “extremamente dinâmico e inspirador” vivido durante a competição. “Estar rodeado de “equipas de diferentes áreas e instituições criou uma atmosfera de forte partilha de conhecimento, criatividade e espírito empreendedor”, afirma o investigador considerando também que o evento funcionou como “uma plataforma para dar a conhecer o que melhor se desenvolve em Portugal, em particular no LIP e no Instituto Superior Técnico, num contexto verdadeiramente internacional”.
Pedro Assis, professor do Técnico que também integra o projeto, considera que o percurso da equipa tem sido marcado por “uma evolução muito consistente, tanto do ponto de vista tecnológico como estratégico”. “Enquanto docente, é particularmente gratificante ver conhecimento gerado em contexto académico transformar-se numa solução com potencial impacto real na sociedade e no setor da saúde”, afirmou.
Para Gonçalo Ribeiro, atual professor assistente convidado do Técnico, “aprofundar o desenvolvimento científico do projeto, consolidar a sua maturidade tecnológica e contribuir para a formação da próxima geração de cientistas e empreendedores” são alguns dos objetivos futuros da equipa. “No que diz respeito à FLASHGuard, o nosso objetivo é claro: continuar a evoluir a solução e contribuir para transformar o tratamento de doentes oncológicos através da inovação, tornando-o mais eficaz e seguro”, conclui.
O projeto FLASHGuard já havia vencido, em 2025, a 9.ª edição do programa Lab2Market, programa de aceleração de inovação organizado pelo Técnico com o apoio na NTT Data, e a Youth Start-Up Competition 2025, promovida pela Comissão Europeia no âmbito da Semana Europeia das Pequenas e Médias Empresas.