Durante cinco dias, entre 4 e 8 de maio, o campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, transformou-se num ponto de encontro entre diferentes idiomas, experiências e “formas de pensar o Ensino Superior”. Entre workshops, conversas improvisadas nos corredores e percursos partilhados pela cidade de Lisboa, a International Staff Week (ISW) 2026 reuniu mais de 130 profissionais de instituições de Ensino Superior de 23 países para discutir mobilidade académica, inclusão e estratégias de internacionalização.
O programa juntou técnicos administrativos, responsáveis de gabinetes internacionais e profissionais ligados ao apoio a estudantes em sessões organizadas por diferentes unidades e estruturas do Técnico. Para Luís Moreira, coordenador da Área de Assuntos Internacionais, o principal objetivo passou por criar “um espaço de proximidade entre parceiros internacionais, onde fosse possível discutir desafios comuns de forma aberta e colaborativa”.
Mas foi fora das apresentações e das mesas-redondas que muitas das trocas ganharam continuidade. Nos intervalos, nos corredores e entre atividades, os participantes trocaram perspectivas sobre as suas experiências profissionais. Foi esta “dimensão humana” da iniciativa que Johan Magnholt do KTH Royal Institute of Technology, Suécia, destacou ao recordar a experiência.
“Lisboa estava na minha lista de cidades a visitar há vários anos, mas a escolha do Técnico surgiu naturalmente, também pela colaboração já existente [entre as duas Escolas]”, começou por dizer. Ao longo do encontro, valorizou sobretudo a facilidade com que surgiram pontos de contacto entre profissionais de diferentes áreas. “Falámos sobre desafios que acabam por ser comuns a muitas universidades”, referiu, descrevendo uma “sensação imediata de identificação”.
Também para Irene Visentini, da IUAV University of Venice, Itália, a articulação entre inclusão e internacionalização foi um dos aspetos mais relevantes da semana. “Muitas vezes tratamos estes temas separadamente, mas acabam por estar profundamente ligados”, explicou. A participante destacou ainda a oportunidade de conhecer abordagens diferentes para problemas semelhantes. “Estas conversas ajudam-nos a repensar as nossas próprias práticas”.
“O programa chamou-me a atenção logo quando o li”, comentou Matilda Videla, participante sueca. “Pareceu-me equilibrado entre momentos de trabalho e oportunidades para conhecer as pessoas e a cidade”. Entre a programação da semana, mencionou a rapidez com que o “ambiente proporcionado” aproximou os diferentes participantes. “Ao fim de pouco tempo, estávamos todos a discutir os mesmos desafios como se já nos conhecêssemos há muito tempo”.
O programa incluiu um jantar de fado, visitas guiadas por vários bairros históricos de Lisboa e um cocktail a bordo de um barco no Tejo. Para muitos participantes, o contacto com a cidade tornou-se também “parte importante da experiência” de internacionalização promovida ao longo do encontro.
“Foi uma experiência muito enriquecedora, tanto a nível profissional como pessoal”, resumiu Isabele Paes, da Universidade Estadual de Campinas, no Brasil. “Levo sobretudo as conversas, as ligações criadas e a possibilidade de conhecer formas diferentes de trabalhar”, acrescentou, deixando o desejo de regressar ao Técnico.
A edição de 2026 culminou no International Day (IDay), iniciativa organizada em parceria com 24 universidades internacionais, entidades culturais e organizações académicas.