Campus e Comunidade

Jobshop: Feira universitária de emprego regressou ao campus Alameda do Técnico com novos formatos

A 38.ª edição do evento contou com roundtables e Jobtalks, numa “sinergia” entre estudantes e empreendedores.

A Jobshop, a mais antiga feira universitária de emprego no país, regressou ao campus Alameda para a sua 38.ª edição. Organizada pela Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) e integrada nas Semanas das Carreiras, o evento contou com debates, workshops e Blitz Meets (entrevistas de emprego simuladas). A feira ofereceu ainda aos estudantes a oportunidade de interagir com empresas nas jobtalks e roundtables, que decorreram nos dias 28, 29 e 30 de abril.

“A indústria farmacêutica vive da capacidade das pessoas de criar ideias”. A frase de Miguel A. Rodrigues, professor do Técnico, foi feita na última jobtalk do evento. Apresentando a Smartfreez, empresa que partiu da torre sul do Técnico e alcançou “impacto global”, o docente revelou aos interessados o que torna a empresa “especial”. Além de ser a “única empresa que simula congelamento e descongelamento de terapias celulares”, recorrendo a sistemas próprios de criopreservação, resulta também da “sinergia entre a academia e a indústria global, professores e alunos e entre investigadores e empreendedores”. Miguel A. Rodrigues acredita que a Jobshop é um evento “excelente” para recrutar pessoas que têm “os mesmos interesses”, mas principalmente para “desafiar estudantes e professores” a inspirarem-se mutuamente para a criação do “ambiente tecnológico que o Técnico oferece”.

Numa das bancas da tenda, Tiago Nunes e Francisco Sêco, estudantes de Engenharia  Eletrónica  e de computadores promoviam a TLMoto – Projeto Técnico Lisboa Moto, que procura novos membros. “Somos os únicos em Lisboa a fazer uma moto elétrica de competição completamente feita por alunos”, afirmou Tiago Nunes, que participa pela segunda vez no evento. Já Tiago Lopes, estudante do primeiro ano de Engenharia Aeroespacial  descobria pela primeira vez o programa da feira. “Hoje vim explorar os núcleos, falar com pessoas da Júnior Empresa do Instituto Superior Técnico (JUNITEC) e da Formula Student Lisboa (FST), que são os que mais me interessam”, explicou. Para o estudante, estabelecer contacto “pessoalmente” com empresas é mais vantajoso do que online, tendo aproveitado o primeiro dia da feira para procurar oportunidades de estágio. Do outro lado da tenda, Luísa Ropio, uma das representantes da Indie Campers, esclarecia dúvidas dos estudantes que visitavam a banca da empresa de aluguer de autocaravanas. “Perguntam-nos por que precisamos de tantos engenheiros. Precisamos de otimizar o nosso negócio e, para isso, é essencial ter um bom site, com design de frontend e backend”, explicou.

Na organização do evento, Liliana Silva, estudante no primeiro ano de mestrado de Engenharia Gestão e Inovação no Empreendedorismo, acredita que o evento é sempre “uma boa experiência para todos”, tanto para as empresas, que participam “especificamente para recrutar alunos”, como para os estudantes, que têm a oportunidade de fazer networking e inteirar-se  “sobre o que se está a fazer em Portugal”. Destacou ainda que o regresso ao centro do campus Alameda contribuiu para o aumento do número de visitantes. “Tem sido excelente!  As empresas preferem, os alunos preferem, é ótimo estarmos aqui de novo mesmo no meio do Técnico”. No último dia desta edição, a estudante sublinhou o trabalho realizado pela equipa: “acho incrível que a associação de estudantes esteja a organizar isto há 38 anos sem interrupção”.

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