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Maratona de Materiais abriu “horizontes” para o mercado de trabalho: “Engenharia de Materiais tem saída para qualquer indústria”

Alumni, professores e estudantes do curso Engenharia de Materiais reuniram-se para troca de experiências e networking.

“Tivemos tudo aquilo que se deve ter na fase de estudante”. A memória é de Ana Cascais, Alumna do curso de Engenharia de Materiais do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, que regressou à Escola a convite do Núcleo de Estudantes de Materiais (NEMAT) para dar a conhecer aos atuais estudantes possíveis percursos no mercado de trabalho. A palestra inseriu-se na Maratona de Materiais, evento inserido nas Semanas das Carreiras, que decorreu no dia 23 de abril, no Centro de Congressos do campus Alameda.

Atualmente, é responsável pela formação da manutenção e engenharia da TAP e  garante: “Engenharia de materiais tem saída para qualquer indústria, seja na consultoria, produção direta ou manutenção”. Aprofundando as aplicabilidades do curso na área da manutenção aeroespacial, a oradora explicou que “tudo” o que foi ensinado nas aulas passou a ser aplicado e reflete-se no dia-a-dia das suas funções. “Quando estou a dar equivalências a produtos e a materiais para serem usados no decorrer das ações de manutenção, a engenharia de materiais entra a 100%”, reforçou.

Marta Pimenta, presidente do NEMAT, acredita que este evento aproxima os estudantes do curso, mostrando o mercado de trabalho e as suas diferentes áreas. “Materiais tem a área dos cerâmicos, compósitos, polímeros, metais, e há muitas coisas que se pode fazer: lecionar, trabalhar em indústria ou em investigação”, referiu. Para a estudante estas atividades abrem “horizontes”, tanto para os mais novos, que “ainda estão a aprender o que é o curso”, como para os que se encontram na fase final do curso, que têm a oportunidade de “descobrir áreas de que ainda não ouviram falar”.

Após assistirem à palestra, André Neves, Dinis Paulino e Beatriz Lalanda, saíram mais informados sobre o curso que frequentam. Dinis Paulino, que participava pela primeira vez no evento, confessou que, até então, existia “uma área inteira de engenharia de materiais” que desconhecia. “Não fazia ideia de que era uma opção trabalhar na TAP, nem que havia esse ramo da manutenção. Achei muito interessante”. Beatriz Lalanda encontra-se no último ano da licenciatura e acredita que o evento ajuda a “pensar melhor que área seguir depois do mestrado” ou, em último caso, a excluir opções. Já outro estudante, André Neves, considera que, além de dar “uma melhor visão” do que se pode fazer em Portugal, a maratona permite estar em contacto com especialistas da área que podem vir a ajudá-los a “catapultar para outras empresas no exterior”. 

Além das palestras os estudantes tiveram ainda a oportunidade de escutar diferentes perspectivas de profissionais da área na roundtable “Materiais Portugal vs Estrangeiro”, participar do quiz  “Elo mais fraco” e fazer networking com a comunidade Alunmi do curso.

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