Campus e Comunidade

Participação do Técnico na Futurália encerra com presença de todos os cursos e apresentações para famílias

No último dia da feira, estudantes e familiares visitaram o espaço do Técnico para conhecer as 18 licenciaturas da Escola e esclarecer dúvidas sobre o acesso ao Ensino Superior.

O som das conversas mistura-se com o movimento constante de visitantes que entram na Feira Internacional de Lisboa (FIL). Entre sacos com folhetos, perguntas rápidas e demonstrações que captam a atenção de quem passa, o último dia da Futurália, a 14 de março, decorre num ambiente marcado por uma maior presença de famílias. No fim-de-semana, estudantes do ensino secundário chegam acompanhados por pais e familiares, numa tentativa conjunta de perceber melhor as opções disponíveis para o seu futuro académico.

Entre os corredores do Pavilhão 2, onde o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, apresenta a sua oferta formativa, multiplicam-se as conversas sobre os cursos, o acesso ao Ensino Superior e a vida académica na Escola. Sofia, aluna do 12.º ano, percorre o espaço à procura de respostas para uma decisão que se aproxima. Entre Engenharia Mecânica e Engenharia Naval e Oceânica do Técnico, veio à feira para “perceber melhor o que distingue cada curso e aprofundar as disciplinas que fazem parte de cada área”. Para a estudante, a visita é importante para clarificar opções. “Valorizo muito o espírito de entreajuda entre estudantes e a proximidade com os professores”, destaca. “Foram precisamente estas dimensões que procurei perceber melhor nas conversas que tive aqui”.

Ao seu lado está Jorge, o pai, que acompanha o percurso com atenção, mas procura “manter a distância necessária”. “Estou aqui sobretudo para apoiar a decisão que ela venha a tomar”, explica. Convencido pela filha a visitar a Futurália, diz encarar o momento como uma etapa natural do percurso escolar. “O mais importante é que ela não veja o Ensino Superior como uma obrigação. O que desejo é que encontre gosto naquilo que escolher estudar e que consiga construir o seu próprio caminho”.

Também Tomás percorre o stand do Técnico à procura de informação. Convencido pela mãe – que lhe disse que “era a última oportunidade antes das candidaturas” – conversa com estudantes do Técnico sobre as licenciaturas na área da Matemática Aplicada e Computação  e Engenharia Física Tecnológica do Técnico. “Desde pequeno que sempre gostei destas duas disciplinas e gostava de alguma forma de as conciliar”, conta. A escolha do Técnico surge, para si, como uma “referência nacional”. “É a faculdade que oferece as melhores condições para os cursos que quero seguir”. Para já, procura reunir o máximo de informação possível antes de tomar a decisão final sobre o percurso académico.

Na  área central do stand da Universidade de Lisboa, as demonstrações científicas atraem continuamente novos visitantes. Uma das atividades convida o público a observar como diferentes estruturas reagem a movimentos sísmicos simulados. Com o auxílio de uma mesa sísmica, estudantes e docentes do Técnico explicam de que forma a Engenharia Civil utiliza modelos experimentais para compreender o comportamento das construções e desenvolver soluções que minimizem danos durante sismos. “Temos uma forte ligação ao setor profissional, com estágios, visitas técnicas e projetos de contacto com diversas empresas”, explica Marta Furtado, estudante do último ano da licenciatura em Engenharia Civil do Técnico, questionada sobre as oportunidades que o curso oferece aos futuros engenheiros.

“Ao longo da manhã, recebemos muitas questões sobre como é estudar no Técnico e as oportunidades fora da sala de aula”, destaca Marta. Para além das explicações sobre o curso, procurou transmitir uma visão mais ampla da experiência académica. “Há muito interesse em perceber como funciona a vida nos campi – desde os núcleos de estudantes ao desporto universitário ou às atividades académicas. Tentei mostrar que o Técnico não se faz sozinho e que a experiência universitária se constrói também a partir destas dimensões”.

 “Acima de tudo, quero ser engenheira”

Durante a tarde, outro ponto de interesse chama a atenção de quem passa. Um robô quadrúpede percorre lentamente o espaço do stand, parando ocasionalmente para interagir com visitantes curiosos e cumprimentando-os com a pata. Conhecido como “Rocky”, o cão robô integra uma demonstração dedicada à aplicação de robótica e inteligência artificial na exploração de recursos minerais e energéticos, do curso de Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Técnico “O Rocky é uma forma de mostrar como a tecnologia evoluiu e como podemos utilizá-la para responder a desafios concretos da indústria” refere Ana Sousa, docente do Técnico. “É também uma demonstração de que o Técnico procura estar na vanguarda do conhecimento e utilizar novas tecnologias para contribuir para a sociedade”.

Sobre o ensino no Técnico, a docente destaca que “mais do que apresentar tecnologias, queremos mostrar como o ensino de engenharia procura desenvolver pensamento crítico nos estudantes”. Para Ana Sousa, a capacidade de analisar informação, adaptar-se a novos contextos e trabalhar com tecnologias avançadas são competências centrais para qualquer área de formação. “É esta combinação entre conhecimento científico, acesso a laboratórios e contacto com tecnologias de ponta que permite preparar os estudantes para desafios cada vez mais complexos”. 

Entre cursos e percursos formativos, formam-se pequenas filas de visitantes que aguardam a oportunidade de esclarecer dúvidas com estudantes e docentes do Técnico. É o caso de Margarida, também no 12.º ano, que percorre o espaço com um grupo de amigas. Para ela, a visita à Futurália já é uma tradição. “Venho todos os anos desde o 9.º ano”, conta. Agora, porém, a experiência tem um peso diferente: “a escolha do curso aproxima-se”.

Indecisa entre as áreas de Engenharia Mecânica e Engenharia Aeroespacial do Técnico, há um ponto comum entre as duas opções “Acima de tudo, quero ser engenheira”, afirma. “Acredito que o Técnico, pelas suas referências, é a Escola que me oferece as melhores oportunidades para desenvolver este percurso”. Entre os aspetos que mais valoriza estão as oportunidades de “trabalhar em projetos e aplicar conhecimentos em contextos práticos ao longo da formação”.

Com o encerramento do dia, termina também a presença do Instituto Superior Técnico na 17.ª edição da Futurália. Ao longo da feira, estudantes e professores da Escola procuraram apresentar a sua oferta formativa – 18 licenciaturas (e mestrado integrado) – e aproximar futuros estudantes das diferentes áreas da engenharia, arquitetura, ciência e tecnologia desenvolvidas no Técnico.

Para muitos visitantes, entre os “próximos passos” está a participação no Dia Aberto do Técnico, a 18 de abril de 2026. “A Futurália permite-nos ter uma ideia geral e esclarecer algumas dúvidas sobre os cursos, mas o Dia Aberto dá a possibilidade de conhecer melhor a Escola por dentro”, comenta Pedro, também aluno do 12.º ano e visitante da feira, que vê a oportunidade para aprofundar o contacto com a Instituição. “Visitar os laboratórios, falar com estudantes e professores e perceber o ambiente do campus pode ajudar-nos a tomar uma decisão mais consciente sobre o curso a seguir”.

Reportagem da presença do Técnico no 1.º Dia da Futurália 2026.

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