“Este é um espaço de diálogo aberto. O primeiro de muitos encontros que queremos construir em conjunto”. Foi assim que Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, abriu a primeira reunião do ano com docentes e investigadores, a 8 de abril de 2026, no Salão Nobre do campus Alameda, assumindo o momento como “histórico para o Técnico” e orientado por um objetivo comum: “remar para o mesmo lado”.
A sessão incluiu um balanço do mandato iniciado a 2 de janeiro de 2020, com destaque para a implementação do novo modelo de ensino, resultante da separação dos mestrados integrados e da reformulação dos planos curriculares. “Foi uma operação de grande complexidade, dificuldade e risco, mas também de grande sucesso, construída com muito trabalho”, sublinhando a prioridade de “garantir que os estudantes não fossem prejudicados na mudança e que o novo modelo reforçasse a qualidade da sua formação”.
A aposta em metodologias de aprendizagem ativa e na maior responsabilização dos estudantes foi destacada como uma das transformações estruturais deste período, a par de iniciativas como a abertura do Técnico Innovation Center powered by Fidelidade. “É a concretização física da mentalidade do Técnico e da sua ligação à sociedade. O Técnico está efetivamente aberto”, referiu.
Entre outros marcos, o presidente sublinhou o plano estratégico 2020-2030, – “o primeiro com objetivos, indicadores e calendarização definidos” -, a criação da Escola Doutoral do Técnico, inaugurada a 4 de novembro de 2024, para responder às exigências do 3.º ciclo de estudos, e o lançamento da Rede Alumni, iniciativas que, no seu conjunto, apontam para a construção de “um Técnico mais estruturado, mais aberto e mais preparado para o futuro”.
No plano de investimento, foram apresentados os valores executados até ao final de 2025, num total de 19 milhões de euros, abrangendo a inauguração de laboratórios, salas de aula e reabilitação de infraestruturas, com a meta de atingir 32 milhões até ao final de 2026. Entre as intervenções previstas até 2027, final do mandato, incluem-se a nova Biblioteca do Técnico, a requalificação do Pavilhão da Piscina e a criação de um Centro de Inteligência Artificial e Economia Digital, no Jardim Sul do campus Alameda, destinado a acolher atividades de investigação e inovação em articulação com empresas, reforçando a ligação do Técnico ao tecido económico.
“Temos hoje mais estudantes em todos os ciclos, mais internacionalização e mais participação em projetos europeus”, frisou Rogério Colaço, sintetizando o período 2020-2026 como “uma expansão sustentada da atividade do Técnico, acompanhada pelo reforço do corpo docente e de investigação”.
Olhando para o futuro, o reforço da capacidade instalada surge como uma das prioridades estratégicas do Técnico, num contexto marcado por exigências acrescidas sobre as infraestruturas académicas e científicas. “Queremos continuar a requalificar as nossas estruturas e investir em novos espaços para os estudantes e para a comunidade académica”, afirmou Rogério Colaço, sublinhando a necessidade de “preparar o próximo ciclo estratégico, garantir o alinhamento institucional e assegurar a robustez financeira da Escola”.
A “captação e retenção de talento”, nacional e internacional, a “criação de residências para estudantes”, a “dimensão e organização das Unidades de Investigação”, associadas ao Técnico, e a integração da “Inteligência Artificial no Ensino”, foram ainda alguns dos temas levantados pelos participantes. Em resposta, Rogério Colaço reforçou a importância do envolvimento da comunidade de forma a garantir o “trabalho conjunto para encontrar soluções sustentadas para o futuro do Técnico”.
A sessão marcou o início de um novo modelo de diálogo interno no Técnico, que terá continuidade ao longo do ano, com o objetivo de reforçar a participação da comunidade académica na definição das prioridades institucionais.