Mais de 50 empresas e organizações juntaram-se à XV edição do MecanIST que contou com mesas redondas, workshops e um debate temático especial sobre “As desvantagens escondidas das energias renováveis”. As Jornadas de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, decorreram nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro, no campus Alameda.
Entre os palestrantes desta edição, esteve António Maximiano, alumnus de Engenharia Mecânica da Escola, e um dos fundadores da portuguesa Blue Oasis, onde trabalha na área de energias renováveis. A empresa aposta em projetos de investigação para “gerar conhecimento interno” e tem contado com estudantes do Técnico nesta missão. Os interessados podem realizar as suas teses de mestrado em “áreas tangenciais” previamente identificadas pela empresa, beneficiando de um contato próximo com a realidade da indústria, explicou. As capacidades de “resolver problemas”, de “ajustar os projetos à medida que evoluem”, de “tomar decisões” e “aprender coisas novas rapidamente” foram as que referiu durante a sua comunicação, como diferenciadoras.
Sobre a fundação de uma empresa, António Maximiano antecipa a necessidade de estar “confortável com o risco” e de ter de se fazer de tudo um pouco, uma vez que, “numa empresa com quatro pessoas não há especialização”.
Apesar de terem começado como uma empresa de “serviços para a indústria”, perceberam que sem um produto “seria muito difícil conseguir rondas de investimento”. Começaram então a desenvolver o hydrotwin, uma ferramenta que ajuda a mitigar a poluição sonora marítima e o “produto com maior potencial” da Blue Oasis, até ao momento.
Se no primeiro dia, o átrio do Pavilhão Central contou com apresentações de Projetos Integradores de Curso (PIC) de anos anteriores, no segundo foi possível conhecer protótipos desenvolvidos pelas Forças Armadas. No final, o espaço transformou-se em estúdio dando a possibilidade aos estudantes de ficarem com fotografias para uso em contexto profissional.
A organizar o evento, que atingiu “números recorde de estudantes na feira”, logo no primeiro dia, segundo a coordenadora, Madalena David, esteve uma equipa de 70 estudantes do Fórum Mecânica. “Assim que termina uma edição, começamos a pensar na seguinte”, explica Pedro Valverde, Presidente deste Núcleo de Estudantes.
As atividades de motosport são as que “captam mais a atenção dos estudantes”, porém a organização tenta “chegar ao máximo de estudantes e interesses” e mantém por isso um programa abrangente, explica Madalena David. “O MecanIST, ano após ano, looks up for the students future é o moto que tentamos seguir”, conclui.