Campus e Comunidade

Técnico acolheu celebração da “riqueza, diversidade e criatividade” do continente africano

Exposição de arte, painel de discussão e mesa redonda sobre “Achismos” preencheram o programa em torno do Dia Mundial de África.

Ubuntu – “Eu sou porque nós somos” – foi o conceito central definido para a celebração do Dia Mundial de África, assinalado a 25 de maio. Dinamizada pelo Núcleo de Estudantes Africanos no Instituto Superior Técnico (NEAIST), a iniciativa contou com uma exposição de arte africana e um painel de discussão sobre a diversidade do continente, no Técnico Innovation Center powered by fidelidade.

“Muitos estudantes encontram-se longe dos seus países de origem, iniciativas como esta ajudam a recriar um sentimento de proximidade com casa e com as suas raízes, algo que nem sempre é fácil de se manter quando se vive e estuda noutro continente”, afirmou Cyntia Matias. A estudante de licenciatura em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, e membro do NEAIST acredita que esta iniciativa tem um “significado especial” para a comunidade estudantil africana, proporcionando “um momento de ligação” às origens e à cultura.  

Além disso, reforça que o evento constitui uma oportunidade “importante” para promover o conhecimento sobre a diversidade do continente africano, “frequentemente visto de forma simplificada”.

Enquanto Afrodescendente, Ludovico Tonela, estudante de Mestrado em Engenharia e Gestão da Energia, destaca a importância de eventos como este. “É uma oportunidade única para quem nasceu cá e nunca vivenciou as suas origens de perto, em comunidade, para aprender sobre a sua própria história, pois um povo sem história não tem futuro”. O estudante salienta ainda o fator integrador da atividade. “A confraternização permite obter um senso de pertença, a uma comunidade em constante crescimento”, refere.

Para refletir sobre a identidade, a história, a cultura e a representação do continente Africano, foram convidados Marta Lourenço e Sóstenes Rego, para um painel de discussão moderado por Celine Acia, Vice-presidente do NEAIST.  O evento contou também com a mesa redonda “Achismos”, moderada por Feliciana Carlos, do Departamento de Assuntos Académicos do Técnico.“Esse momento foi particularmente importante porque permitiu trazer para o centro da conversa as experiências, opiniões e vivências dos próprios estudantes africanos no Técnico”, explicou Cyntia Matias.

O programa promoveu ainda uma exposição de arte, representando “ a riqueza,  a diversidade e  a criatividade” do continente africano. Em exposição estiveram peças de artesanato da Pure Handcrafts Kenya e de Markonde Nangashinu Ntaluma (de Moçambique) e peças de vestuário da Jerrosa Nigéria.

O dia de África foi celebrado sob a expressão Ubuntu, que pode ser traduzida como “Eu sou porque nós somos”, ou “humanidade para todos”, um conceito central da filosofia subsaariana. “Queríamos que esta ideia estivesse presente em todo o programa, na forma como recebíamos as pessoas, nas conversas que promovíamos, nas atividades culturais e na mensagem de união, pertença e comunidade que pretendíamos transmitir”, sublinhou a estudante.

Estiveram presentes no evento Rogério Colaço, presidente do Técnico, Pedro Amaral, vice-presidente para a Interface Empresarial, Inovação e Empreendedorismo, e Luís Castro, vice-reitor da Universidade de Lisboa e docente do Técnico. “Foi muito significativo contar com a presença e o apoio institucional de membros da comunidade do Técnico”, referiu Cyntia Matias, que destacou a relevância da iniciativa para a criação de pontes entre diferentes comunidades. “Mais do que organizar um evento, sentimos que estávamos a criar um espaço de encontro, representação e diálogo dentro do Técnico.”