Campus e Comunidade

Técnico apresentou “Relatório de Sustentabilidade de 2025” para colocar o tema no “dia a dia”

Apresentação do Relatório de Sustentabilidade reforça a “transparência” e o “escrutínio” nas práticas adotadas pela Escola.

A apresentação pública do Relatório de Sustentabilidade de 2025 realizou-se no dia 15 de maio, no Centro de Congressos do campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa. O documento, disponível no site do Técnico, expõe de forma detalhada o modelo de organização dos serviços da instituição, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as práticas e princípios adotados de acordo com as políticas internacionais de sustentabilidade.

“Passamos a ter um documento que responde não só à regulamentação, mas que também nos permite demonstrar e tornar visível o que o Técnico faz e qual é o seu efetivo contributo para a sustentabilidade e para a sociedade em geral”, afirmou Miguel Amado, vice presidente do Técnico para a Sustentabilidade e Infraestruturas. Na sua perspetiva, o “Técnico é cada vez mais transparente, mas também cada vez mais credível”, permitindo “tomadas de decisão cada vez mais informadas”.

Miguel Amado referiu ainda que o relatório permite demonstrar o que “de melhor” é feito na Escola, identificar aspetos a otimizar e estabelecer comparações com outras universidades e entidades. Tratando-se de “processo de melhoria contínua”, sublinhou a importância de envolver toda a comunidade académica: “A relevância está em fazer com que o coletivo do Técnico passe a sentir que a sustentabilidade no dia a dia é uma coisa corrente”, afirmou.

Rogério Colaço, presidente do Técnico, considera que este é o primeiro relatório elaborado “em profundidade”. Na sua perspetiva, o documento não só cumpre normas internacionais, como também garante a “transparência”, “divulgação” e “escrutínio” desenvolvido na Escola.  Acredita ainda que esta iniciativa representa “uma forma de unir todos para aquilo que é a construção da instituição”. Tendo em conta as rápidas mudanças da atualidade, Rogério Colaço, salientou que a adaptação passa pela comunicação, pela escuta ativa e pelo envolvimento “máximo” de todos.

Entre os temas apresentados, destacou-se a recente criação do Núcleo de Sustentabilidade do Técnico, responsável pelo acompanhamento e monitorização das políticas de sustentabilidade, pela articulação com equipas, pela análise de dados e resultados e pela elaboração de relatórios de sustentabilidade.

Indicadores e Metas

O relatório, que sintetiza o impacto alcançado durante 2025, apresenta uma análise de desempenho e estabelece indicadores e metas para os próximos anos, e destaca três pilares: governança, social e ambiental.

No pilar da governança, destacou-se o marco de 44% de trabalhadores do género feminino, representando um crescimento de 1% face a 2024, bem como 43% de financiamento proveniente de fundos não governamentais, também com um aumento de 1%.

No pilar social, registou-se um aumento de 14% no número de estudantes em mobilidade internacional “IN e OUT”, com um crescimento de 1% em relação ao ano anterior. Já no pilar ambiental, o relatório revela que 100% dos edifícios dispõem de ecopontos para recolha seletiva de resíduos, um crescimento de 4% face a 2024. Destacou-se ainda a redução de 15% no consumo de papel, representando uma melhoria de 10% relativamente ao ano anterior.

Como metas futuras, foram definidos objetivos até 2027 para o campo ambiental e até 2030 para os pilares da governança e social. No pilar da governança, pretende-se alcançar o Top 20 das escolas de engenharia da Europa, atingir uma taxa de 50% de financiamento não governamental e reduzir em 20% o parqueamento exterior.

No pilar social, as metas passam por aumentar em 20% o número de participantes em ações relacionadas com o bem-estar dos colaboradores, aumentar em 30% a mobilidade internacional de estudantes “IN e OUT” e ultrapassar os cerca de 1000 participantes em ações de formação na área da sustentabilidade.

No pilar ambiental, espera-se uma redução em 6,1% no consumo de energia elétrica, uma diminuição de 15% do consumo de papel e uma redução de 4,4% do consumo de água até ao próximo ano.

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