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Técnico integra projeto internacional para reduzir riscos associados a resíduos e produtos químicos

Projeto GEF ISLANDS Atlantic, acolhido pelo Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA), envolve Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe e decorre até 2028.

O Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, integra o projeto GEF ISLANDS Atlantic – Implementing Sustainable Low and Non-Chemical Development in Small Island Developing States (SIDS) Atlantic Child Project, que procura prevenir a acumulação de produtos químicos e resíduos perigosos e reduzir os riscos que representam para a população de Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. O projeto, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP), decorre até 2028.

O projeto é desenvolvido em parceria com o Basel and Stockholm Conventions Regional Centre located in Senegal (BCRC-SCRC Senegal). No Técnico, o projeto é acolhido pelo Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA).

“O projeto assenta numa forte cooperação regional, mas é orientado pelas prioridades nacionais”, explica Helga Jordão, docente do Técnico e investigadora do CERENA na coordenação do projeto, que conta também com a coordenação de Maria Pereira. “A intervenção abrange todo o ciclo de vida dos produtos, desde a sua entrada e utilização nos países até à gestão dos resíduos que originam”. Para responder a estes desafios, o projeto combina “soluções técnicas com o reforço dos quadros legais e regulamentares, a aplicação das convenções internacionais sobre produtos químicos e resíduos e a cooperação entre instituições e países”.

Na sua perspetiva, o contributo do Técnico “assenta nas competências científicas e pedagógicas dos seus investigadores e professores”, que, dentro do projeto, promovem o “uso eficiente e sustentável dos recursos, a prevenção e redução da geração de resíduos e a sua adequada gestão e valorização”, assim como a “avaliação ambiental e económica e a formação de profissionais”.

Entre as áreas de intervenção está a gestão de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE). O projeto prevê avaliar, até 2028, “soluções técnica e economicamente viáveis” que possam conduzir à concretização de orientações práticas para a gestão destes resíduos. 

“No caso dos REEE, o projeto tem como objetivo assegurar a recolha e reciclagem de, pelo menos, cinco toneladas destes resíduos, contribuindo também para demonstrar soluções de recolha e desmantelamento primário que possam ser posteriormente replicadas”, explica Helga Jordão.

Além disso, o projeto procura também identificar opções para reduzir os impactos associados aos produtos químicos utilizados no setor do turismo e promover práticas de consumo mais sustentáveis. “Procuramos que as soluções sejam viáveis e que as instituições reforcem a sua capacidade para as aplicar e dar-lhes continuidade”, afirma a investigadora.

Neste contexto, o Técnico acolheu entre 20 e 22 de julho de 2026, a terceira reunião do Comité Diretivo do projeto para avaliar progressos e definir as prioridades da próxima fase. O encontro reuniu representantes governamentais de Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, representantes da Green Growth Knowledge Partnership (GGKP) e do Secretariado das Convenções de Basileia, Roterdão e Estocolmo.

O programa incluiu ainda uma visita técnica à Ambigroup Reciclagem, no Seixal, que permitiu aos participantes conhecer práticas de gestão e valorização de resíduos e discutir a sua possível adaptação às realidades dos países envolvidos.