Campus e Comunidade

Técnico promoveu formação em orientação doutoral para docentes e investigadores

Iniciativa “Boas Práticas na Orientação Doutoral” reuniu cerca de 80 professores e investigadores do Técnico no Campus Loures.

O Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, reuniu, entre 28 de janeiro e 6 de fevereiro, no Campus Loures, cerca de 80 docentes e investigadores numa formação dedicada à orientação doutoral. Com organização da Escola Doutoral do Técnico, a iniciativa teve como missão reforçar as competências e o papel de professores e investigadores recentemente integrados na Escola, na formação de investigadores autónomos, críticos e eticamente comprometidos com a investigação e a inovação.

A ação “Boas Práticas na Orientação Doutoral”, combinou sessões expositivas, momentos de reflexão orientada e trabalho em pequenos grupos, promovendo a partilha de experiências e a discussão de boas práticas na orientação de doutoramentos.

Vânia Martins, investigadora auxiliar do Departamento de Engenharia e Ciências Nucleares do Técnico e uma das formandas do curso, destacou a supervisão doutoral como uma “responsabilidade exigente, que requer conhecimento científico e competências interpessoais”, sublinhando a “relevância de iniciativas que apoiem os orientadores e melhorem a experiência dos doutorandos”.

Durante a tarde, os participantes trabalharam em estudos de caso e exercícios práticos, debatendo desafios frequentes na orientação, estratégias de motivação, gestão do tempo e integração em redes colaborativas e internacionais. Entre as boas práticas destacaram-se reuniões estruturadas com objetivos claros, definição de metas, feedback contínuo, monitorização do progresso e atenção à saúde mental dos estudantes de doutoramento.

Joana Lobo Antunes, Professora Auxiliar do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos e também participante da ação, salientou o valor do curso, referindo que “o acolhimento do Técnico tem sido inexcedível”. “A formação em boas práticas para orientação de estudantes é útil tanto para experientes como para novatos. O mais importante é lembrar que cada estudante tem características próprias e que a tese é deles. O nosso papel é orientar o tema e as perguntas, garantindo condições para que cresçam de acordo com as suas capacidades”, acrescentou.

A formação foi conduzida por Ana Salgado, coordenadora do Gabinete de formação avançada e carreiras no Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e docente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (UPorto), e por Ana Freitas, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e docente na Faculdade de Engenharia da UPorto. Ao longo das sessões, foram exploradas tendências nacionais e internacionais na educação doutoral, diferentes estilos de supervisão e as competências essenciais dos doutorandos. “Orientar não é ensinar nem corrigir trabalhos, é criar condições para que os doutorandos desenvolvam a sua maturidade intelectual e se tornem autónomos, críticos e eticamente comprometidos”, destacou Ana Freitas.

Ana Salgado sublinhou que “cada percurso é único e o apoio é essencial, sobretudo em fases críticas, como a redação da tese ou mudanças de orientação”, acrescentando que o curso permite aos orientadores “refletir sobre práticas eficazes e gerir situações complexas”. Sublinhou ainda que “o doutoramento não se resume à tese, visa formar investigadores completos, dotados de autonomia, pensamento crítico e integridade científica”.