Campus e Comunidade

Técnico recebeu estudantes do ensino secundário para a competição de projetos sobre radiofrequências

Projeto de monitorização da qualidade da água dos rios venceu a edição de 2026 do Prémio FAQtos.

O Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, voltou a receber estudantes do ensino secundário no âmbito do ‘Prémio FAQtos’. A cerimónia, que decorreu no dia 11 de julho, no campus Alameda, reuniu propostas que exploraram o tema “As Radiofrequências em Ação”, todas elas concretizadas em projetos de formato livre. A edição deste ano contou com 56 equipas, envolvendo um total de 204 estudantes, 47 professores orientadores e 37 escolas de todo o país.

O prémio  foi atribuído à equipa “Guarda-Rios”, do Colégio Ribadouro, no Porto, com o “Projeto Guarda-Rios”. Os estudantes desenvolveram uma solução para monitorizar a qualidade da água dos rios através de uma rede de sensores capazes de medir parâmetros físico-químicos em tempo real. De baixo custo e energeticamente autossuficiente, o sistema permite identificar potenciais focos de poluição e disponibilizar os dados numa plataforma online, contribuindo para uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos.

O segundo lugar distinguiu a equipa “VisionGlass”, da Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, pelo projeto “RFs na Análise e Monitorização da Saúde da Pele”. A proposta consiste num  protótipo que integra radiofrequências, sensores eletrónicos, inteligência artificial, reconhecimento facial e realidade aumentada para apoiar a análise e monitorização da saúde da pele. Ligado a uma aplicação móvel, o sistema permite analisar a pele em tempo real, identificar diferentes imperfeições cutâneas e disponibilizar informação de forma rápida, segura e personalizada.

Já o terceiro lugar foi atribuído à equipa “The Pulse”, da DIDÁXIS, em Vila Nova de Famalicão. Com o projeto “SafeZone – Tecnologia que Cuida”, os estudantes exploraram um sistema inteligente de localização e proteção ativa destinado a pessoas com Alzheimer e outras demências. Recorrendo a radiofrequências, GPS e tecnologia de geofencing, o sistema utiliza uma pulseira que comunica continuamente com uma unidade central, permitindo acompanhar a localização do utilizador em tempo real e reforçar a sua segurança e autonomia.

As três equipas foram premiadas com montantes de 2000, 1500 e 1000 euros, respetivamente.

Luís M. Correia, professor do Técnico e coordenador do projeto, aponta a “ motivação para os alunos se dedicarem a atividades extracurriculares” e o envolvimento das suas comunidades locais como dois dos grandes objetivos do projeto. Para além de destacar a qualidade dos projetos que todos os anos são submetidos a concurso, o professor sublinha o papel que o Técnico tem ao apoiar estas iniciativas.“Sendo uma escola de referência, é claro que o seu envolvimento serve para motivar e atrair os alunos para concorrer ao Prémio”.

O projeto FAQtos tem como objetivo disponibilizar publicamente informação relevante sobre radiação eletromagnética em comunicações móveis, abordando temas como as ondas eletromagnéticas, os limites de exposição, entre outros aspetos.

* Texto em colaboração com o Projeto ‘FAQtos’   

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