Campus e Comunidade

Técnico recebeu novos trabalhadores com atividades de integração e descoberta da instituição

Evento de acolhimento “Bem-Vind@ ao Técnico” marcado pelo “reforço de laços”, “reconhecimento de talento” e “apresentação da comunidade” técnico-administrativa do Técnico.

A manhã de 4 de dezembro de 2025 começou com o som ritmado das conversas que enchiam o átrio do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. À medida que os novos técnicos e administrativos do Instituto Superior Técnico chegavam, formavam-se pequenos grupos, ainda marcados pela novidade e despertos pela curiosidade. Era a 4.ª edição do “Bem-Vind@ ao Técnico”, o evento anual de acolhimento dirigido aos novos trabalhadores da Escola.

Na sessão de abertura, Cláudia Jacinto, diretora de Recursos Humanos do Técnico, reforçou o propósito estratégico da iniciativa. “Este dia é pensado e desenvolvido para vocês”, afirmou, realçando a importância de “celebrar a retenção e aquisição de novos talentos” como parte da “missão e sustentabilidade da instituição”.

O espírito de proximidade marcou o início do programa, que arrancou com a atividade de quebra-gelo “Pair up”. Em apenas três minutos, cada participante procurava o colega com quem partilhasse mais características. Entre perguntas sobre animais de estimação, percursos profissionais e preferências pessoais, surgiram trocas espontâneas sobre rivalidades desportivas, viagens de sonho e experiências anteriores. Para Celine Mestre, técnica superior da Área de Estatística e Planeamento, que chegou ao Técnico em junho, o exercício foi marcante. “É difícil selecionar um momento, mas este tipo de dinâmica permite sentirmo-nos como um todo. O sentimento de pertença é muito importante numa instituição”, partilhou, confessando que “sentia a falta de um evento de acolhimento numa comunidade tão grande como a do Técnico”.

A manhã prosseguiu com a “Volta ao Técnico em 90 minutos”, conduzida por responsáveis de vários serviços da Escola. A atividade permitiu apresentar funções, equipas e processos, destacando a “importância da proximidade entre pessoas e serviços” e a necessidade de facilitar a colaboração no quotidiano académico e administrativo. A manhã terminou com a “Batalha de Coordenadores”, um exercício que colocou à prova a memória e a atenção dos participantes sobre as informações partilhadas ao longo da sessão.

Com o início da tarde, a dinâmica deslocou-se para o exterior. O Parque das Nações transformou-se em cenário do “Pata Paper”, um percurso ao ar livre que combinou quizzes, orientação e registos fotográficos. As equipas percorreram a zona, consultando mapas, respondendo a perguntas e procurando cumprir os desafios no menor tempo possível. Para alguns, foi uma “oportunidade para aprofundar laços criados apenas algumas horas antes”. Para outros, como Sara Teixeira, do Laboratório de Análises do IST (LAIST), que integra a Escola há um ano, o resultado do dia foi a soma dos momentos vividos: “A interação e o conhecimento com os colegas foram essenciais. Não consigo escolher um momento em particular: temos de ver este dia como um todo. Foi o trabalho de uma equipa que o tornou possível, e devemos valorizar todas as pessoas que o prepararam”.

À medida que o sol descia sobre o rio Tejo, o grupo regressou ao Pavilhão de Portugal para a sessão de encerramento. Rogério Colaço, presidente do Técnico, reforçou o papel da Escola e das pessoas que a constroem diariamente: “O Técnico foi criado com o propósito de formar e capacitar pessoas para desenvolverem economicamente a nossa sociedade. Esta é a nossa missão. Não existe Técnico sem pessoas”. As palavras ecoaram num ambiente já marcado pelo convívio e pela partilha.

Também Marina Jorge, do Núcleo de Desenvolvimento de Carreira Alumni, refletiu sobre o impacto das dinâmicas colaborativas. A interação entre grupos ao longo do dia ajudou a criar um ambiente de confiança desde cedo. “Através da colaboração em equipa e do exemplo da coordenação, foi possível desconstruir a ideia de receio em errar e abrir espaço para explorar e idear sobre o desconhecido”, partilhou, defendendo que um acompanhamento futuro poderia reforçar “ainda mais os laços criados neste primeiro contacto”.

“Num dia construído para dar a conhecer pessoas, serviços e dinâmicas internas, o Técnico reforçou a relevância de integrar e envolver quem passa a fazer parte da instituição e do quotidiano que a sustenta”, defendeu Ana Lucas, coordenadora da Área de Bem-estar e Desenvolvimento de Pessoas.

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