Campus e Comunidade

Técnico reforça formação especializada em proteção radiológica para operacionais de emergência

Ação no Campus Loures do Técnico capacitou bombeiros e técnicos especializados para resposta a incidentes com materiais radioativos.

No Campus Loures (Tecnológico e Nuclear) do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, os laboratórios e salas de formação acolheram, entre 9 e 12 de março, uma ação de treino para situações de emergência radiológica. Bombeiros, sapadores e técnicos especializados participaram na iniciativa promovida pelo Laboratório de Proteção e Segurança Radiológica (LPSR),  com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta a incidentes envolvendo materiais radioativos.

O programa combinou sessões teóricas e práticas, abordando princípios da proteção radiológica, identificação de riscos associados à radiação ionizante e utilização de equipamentos de monitorização e medição.  Os exercícios simulados permitiram aos participantes aplicar procedimentos de segurança e protocolos de intervenção em cenários de emergência.

Entre os presentes estiveram elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, bem como profissionais ligados às atividades laboratoriais do Campus Loures. A formação decorreu no Auditório do CTN e foi conduzida por uma equipa multidisciplinar de técnicos e investigadores do LPSR e do Departamento de Engenharia e Ciências Nucleares do Técnico, incluindo Alfredo Baptista, Augusto Oliveira, Isabel Paiva, João Alves, Maria de Lurdes Gano, Mário Reis e Octávia Monteiro Gil. 

Os formandos circularam entre diferentes estações, explorando equipamentos, simuladores e protocolos, com foco na aplicação prática de procedimentos de proteção radiológica em cenários simulados. “É uma experiência que nos permite perceber, de forma concreta, como as medidas de segurança funcionam no dia-a-dia”, comentou um dos participantes, observando os colegas a realizar uma medição de radiação. 

Alfredo Baptista, Coordenador do Núcleo Operacional de Proteção Radiológica do LPSR, sublinhou que “estas formações permitem que os operacionais ganhem confiança e competências práticas, fundamentais para atuar com segurança em situações de risco”. 

“A partilha de conhecimento entre a atividade desenvolvida no campus e as entidades de socorro garante que a formação académica contribui para uma intervenção eficaz no terreno em situação de emergência”, reforçou João Alves, Diretor-Adjunto do LPSR.

Apesar de Portugal não possuir centrais nucleares, o risco radiológico está presente em contextos como instalações laboratoriais, unidades de saúde, aplicações industriais e transporte de materiais radioativos, o que reforça a necessidade de formação especializada para equipas de primeira intervenção. Ao longo da formação, os participantes contactaram com diferentes tipos de radiação, avaliação de riscos, utilização de Equipamentos de Proteção Individual  (EPI) e procedimentos para lidar com fontes seladas e não seladas, consolidando competências para atuação em contexto real.