Campus e Comunidade

Visitas guiadas ao campus aproximam estudantes do Ensino Secundário da “vivência no Técnico”

Ao longo do percurso, estudantes do 12.º ano esclarecem dúvidas sobre cursos, métodos de estudo e vida académica no Técnico.

Ainda faltava percorrer grande parte do campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, e já um grupo de alunos trocava impressões sobre laboratórios, cursos e possibilidades futuras. O interesse pelas áreas da engenharia unia os estudantes do 12.º ano da Escola Secundária Professor Ruy Luís Gomes, em Almada, que participaram, a 7 de maio, numa “visita individual” guiada ao Técnico, promovida pelo Núcleo de Apoio ao Estudante (NAPE) da Área de Comunicação, Imagem e Marketing do Técnico. Foi uma das muitas que o Técnico acolhe ao longo do ano letivo

“Esta visita ajudou-me a quebrar muitas ideias que tinha sobre o Técnico”, contou Rebeca, interessada nas áreas de Mecânica e Eletrónica. Ao longo do percurso, foi percebendo que o “ambiente académico vai além da exigência frequentemente associada à Escola”. “Fiquei surpreendida com a quantidade de atividades extracurriculares e núcleos de estudantes que podemos frequentar em paralelo ao curso”, comentou. Enquanto atravessava o Pavilhão de Civil do campus Alameda, dizia conseguir imaginar-se “a estudar aqui no futuro”.

A passagem pelo Laboratório de Vibrações, no Pavilhão de Mecânica II, trouxe outra dimensão da conversa: a relação entre teoria e prática, as horas dedicadas a projetos e a adaptação ao ritmo universitário. Entre perguntas sobre métodos de estudo e gestão de tempo, os estudantes aproveitavam cada paragem para esclarecer dúvidas diretamente com quem já vive o dia-a-dia académico. “Muitos alunos chegam com receio do que vão encontrar”, destacou Maria Rocha, estudante de Engenharia Biomédica e integrante do Programa Embaixadores do Técnico. “A ideia é mostrar que existem redes de apoio e que não estão sozinhos”. Para a estudante, estas visitas ajudam também os participantes a perceber “que a experiência universitária não se resume às aulas”, dando a conhecer projetos, atividades e outras dimensões da vida académica.

Interessado pela área de Engenharia Informática, Sandro dizia procurar uma formação que combinasse conhecimento técnico com capacidade de adaptação a diferentes desafios. “Acredito que o Técnico seja um espaço que nos ajuda a ganhar capacidade de resolver problemas e autonomia, algo fundamental para um engenheiro”, afirmou. Entre os vários momentos da visita, destacou o contacto com os espaços e a possibilidade de “imaginar o dia-a-dia de um estudante universitário”.

Já nos espaços do Departamento de Engenharia Informática do Técnico, a conversa centrou-se nos cursos, nas diferentes áreas de especialização e nas Jornadas organizadas pelos estudantes. Lara, que já tinha participado no Dia Aberto do Técnico, em abril, voltou a encontrar um “ambiente de proximidade” entre estudantes universitários e futuros candidatos.

“Na altura, gostei muito da disponibilidade dos alunos para responder às nossas dúvidas”, recordou. Durante essa primeira visita, assistiu à apresentação do curso de Engenharia Informática e de Computadores do Técnico, área que pretende seguir. “As sessões de perguntas e respostas ajudaram-me a esclarecer muitas dúvidas sobre o curso”, explicou, acrescentando que a visita lhe permitiu compreender “melhor as diferentes oportunidades e áreas que o curso pode abrir no futuro”.

“Tentamos mostrar-lhes diferentes possibilidades e realidades para que possam escolher o seu caminho”, afirmou Margarida Meirinhos, professora de Físico-Química, que acompanhou a turma na visita. Ao longo do percurso, destacou o “entusiasmo dos alunos” e as “partilhas espontâneas” que surgiam em cada espaço visitado. Para a docente, estas iniciativas permitem aos alunos “vivenciar e sentir o Ensino Superior” de forma diferente.

Também Maximina Raposa, professora da turma da disciplina de TIC e Aplicações Informáticas, sublinhou a relevância de “conhecer os espaços e conversar com estudantes universitários”. “Ver no local é completamente diferente de ouvir falar”, explicou. Mais do que influenciar escolhas específicas, acredita que o mais importante é ajudar os alunos a encontrar uma área em que se sintam realizados. “Quando são felizes e trabalham naquilo de que gostam, conseguem ser bons em qualquer área”.

As visitas individuais guiadas integram o conjunto de iniciativas promovidas pelo Técnico ao longo do ano, aproximando estudantes do Ensino Secundário da “vivência no Técnico”. Entre visitas aos campi, sessões em escolas, participação em feiras educativas e atividades como o Dia Aberto do Técnico, o objetivo passa por esclarecer dúvidas sobre cursos, percursos académicos e vida universitária, permitindo aos futuros candidatos um contacto mais próximo com estudantes, professores e espaços do Técnico antes do momento de candidatura ao Ensino Superior.