Cultura e Desporto

Investigadores do Técnico dão a conhecer as suas preferências no Dia Mundial da Música

O desafio, lançado pelo quinto ano consecutivo, reúne oito investigadores de diferentes áreas científicas do Técnico em torno de 10 escolhas musicais.

Assinalando o Dia Mundial da Música, celebrado a 1 de outubro, o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, voltou a desafiar, pelo quinto ano consecutivo, a sua comunidade científica a “ligar-se à música”, através da partilha de uma seleção de faixas que fazem parte do seu quotidiano.

O desafio foi aceite por oito investigadores de diferentes Unidades de Investigação  do Técnico, que escolheram 10 músicas para integrar as suas playlists. As seleções percorrem diferentes géneros e referências musicais e revelam também as relações que cada investigador estabelece com a música, seja no trabalho, nos momentos de pausa ou fora do contexto académico.

O resultado são oito playlists distintas, construídas a partir de escolhas pessoais que dão a conhecer outras dimensões de quem faz investigação no Técnico. Entre diferentes sons, artistas e géneros, a iniciativa junta a diversidade da comunidade científica à música que a acompanha no dia-a-dia.

 

António Aguiar (Técnico/ CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente 

«Comecei a estudar música aos 6 anos e fui músico até aos 27. Por isso, mais do que um simples bálsamo para a alma, a música faz parte da minha história, da minha identidade e da pessoa que sou, inclusive enquanto cientista».

Bruno Gonçalves (Técnico/ IPFN – Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear)

«A música sempre foi a companheira das minhas viagens, das que percorrem estradas e das que acontecem por dentro, o impulso que me sustentou durante as horas solitárias de estudo e a linguagem capaz de dar voz, forma e serenidade ao que sinto».

Catarina Caneira (Técnico/ INESC-MN – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Microsistemas e Nanotecnologias)

«No fundo, a ciência e a arte partilham a mesma essência: compreender como vibrações podem produzir efeitos extraordinários – umas revelam o funcionamento do mundo, outras, quem somos».

Henrique Oliveira (Técnico/ CAMGSD – Centro de Análise Matemática, Geometria e Sistemas Dinâmicos)

«Desde que tenho memória, a minha ligação à música nasceu de um amor inato, feito de escuta e de encanto: o meu primeiro professor foi o meu avô (…) A música constitui, para mim, não apenas um objecto de escuta e descoberta, mas também a minha forma particular de criação artística».

Isabel Correia (Técnico/ CQE – Centro de Química Estrutural)

«A música está presente na minha vida desde que me lembro. Os inúmeros concertos, festivais, as descobertas com amigos, a busca constante. Com a chegada das redes sociais criei muitas amizades através da partilha musical. O mundo abriu-se».

Leigh Sutherland (Técnico/ CENTEC – Centro de Engenharia e Tecnologia Naval e Oceânica)

«Cresci nos anos 70, com os inevitáveis penteados duvidosos e escolhas de roupa ainda mais questionáveis, e a banda sonora dessas memórias é feita pelos clássicos britânicos. Por isso, não me lembro de uma altura em que não tivesse música constantemente à minha volta».

Miguel Felizardo (Técnico/ C2TN – Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares)

«Como físico, passo grande parte do meu tempo a tentar compreender como o Universo funciona. A música faz-me exatamente o contrário: lembra-me que nem tudo precisa de uma explicação».

Rute Pedro (Técnico/ LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas)

«Seu movimento
Traz à terra um alento
De que o mundo está sedento
O sopro do coração».

– Carminho, Maria (2018).

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