Campus e Comunidade

Delegados de Cursos – elos de confiança entre alunos e professores

Eleitos por um sistema de votação, os representantes dos alunos de cada ano ajudam a promover as boas práticas exercidas pelos docentes, reportando alguns problemas que vão identificando junto dos colegas.

E para os que acham que a figura do delegado ficou nas salas do secundário, eis que nas sessões de boas-vindas aos alunos do primeiro ano o corpo de delegados do Técnico se tem feito ouvir, demonstrando a importância do papel que desempenham. E se estes têm muito para dizer, têm sobretudo imensa vontade de fazer. O cargo é desempenhado por dezenas de alunos do Técnico, tais como Filipe Quintino e Marta Borges. Apesar de ser um “trabalho de bastidores” como o define Filipe, é um papel ativo e fulcral na dinâmica de funcionamento dos cursos. “Um delegado compromete-se a ser a voz dos seus colegas perante os docentes e a coordenação do curso e é quem os defende sempre que exista alguma situação mais problemática”, frisa Marta Borges.

Filipe é delegado do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica, responsável por todo o corpo de delegados do curso. Cabe-lhe “estar a par do panorama geral, o que implica muito contato com o coordenador de curso e com os alunos de modo a tentar resolver problemas, antes que os problemas se tornem graves”, explica. E quando falamos de problemas, estes podem assumir padrões mais simples e de fácil resolução, como a sobreposição de datas de exames, mas também podem atingir níveis de complexidade mais preocupantes. Em ambos os casos cabe ao delegado “intervir”, sendo que o ideal é conseguir “antecipar estes problemas” como indica Filipe, “tentando manter uma ligação direta, estreita e constante com os colegas”, acrescenta o aluno de Engenharia Mecânica.

A eleição destes alunos é feita através de um processo no sistema fénix, a que qualquer um se pode candidatar. Depois disso é lhes pedido que funcionem essencialmente como um elo de ligação entre os colegas do seu ano e a coordenação de Licenciatura / Mestrado / Mestrado Integrado, os docentes e os demais órgãos do Técnico. Além disso, e no âmbito do Subsistema para a Garantia da Qualidade das Unidades Curriculares (QUC) cabe-lhes preencher em cada semestre os relatórios de discência, assim como assegurar um acompanhamento próximo de todos os assuntos pendentes no momento da eleição do novo delegado. Fora isto não há propriamente um leque de tarefas que são lhes impostas, e o desempenho de cada um no exercício do papel depende e muito do comprometimento individual.

Por “falar” em comprometimento, o de Marta nota-se à distância. Para a ex-delegada do 5º ano do curso de Eletrónica, este é “um papel muito mais fácil de desempenhar do que aquilo que faz parecer”. Por isso aos colegas que temem a responsabilidade de assumi-lo, Marta lembra todo o acompanhamento que  “é feito por parte do Conselho Pedagógico, para que possamos desempenhar um bom trabalho”.  Além disso existem todas as competências extracurriculares que advêm do exercício da função como bem evoca Filipe: “alguém que tenha tido o papel de delegado e que o tenha cumprido com exigência, de certeza absoluta que no final do curso terá muitas mais capacidades”. Mas a maior recompensa de todas é a sensação de dever cumprido: “defender ao máximo os interesses dos nossos colegas e sentir que o consegui fazer com sucesso é o melhor e maior retorno que poderia ter”, declara Marta.