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O Departamento de Física faz 40 anos

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Este ano o Departamento de Física (DF) celebra o seu 40º aniversário. A celebração desta data vai ser realizada no próximo dia 16 de dezembro, com um programa que inclui uma homenagem aos seus primeiros Presidentes e à sua visão, testemunhos de alumni em Portugal e da diáspora, e depoimentos dos atuais estudantes do DF através do respetivo núcleo (NFIST) — já com uma história de 25 anos. O programa será transmitido em streaming através das redes sociais do Técnico.

Foi a portaria 722/80 de 25 de setembro de 1980 que criou o Departamento de Física. Nos seus primeiros tempos, e segundo a mesma portaria, o DF era formado por duas secções: “Secção de Mecânica e Física Quântica e Secção de Física dos Meios Contínuos e Termodinâmica”. De 1980 até hoje viveram-se 4 décadas de um notável crescimento, de liderança em programas científicos e de educação, e de demonstração para o país do valor incalculável da cultura científica e da formação avançada em Ciência e Tecnologia. Em 1986 foi criado o Curso de Engenharia Física Tecnológica, o primeiro do género em Portugal. Em 2017, este curso atingiu o teto de cristal da nota máxima no Concurso Nacional de Acesso, que durante muitos anos era atingido apenas por cursos de Medicina. O DF é ainda responsável por dois programas doutorais de grande dinamismo e que englobam cerca de 100 estudantes graduados.

As origens e a visão

O conceito na criação do Departamento de Física seguiu, de forma natural, a tradição do Técnico numa formação em Engenharia alicerçada numa forte matriz de conhecimento em Física e Matemática.
Mas seguiu também a inspiração do movimento da época, iniciado no fim dos anos 60 numa Europa ainda profundamente dividida pela cortina de ferro, de colaboração entre cientistas e engenheiros, para responder a desafios cada vez mais complexos.
Tratava-se na altura de unir pela afirmação cultural, científica e tecnológica, como por exemplo acontecia no “modelo” de ciência internacional protagonizado em grande escala no laboratório europeu CERN criado no pós-guerra.

Durante os seus 40 anos de vida o DF cresceu sempre a acompanhar o contexto internacional, e consolidou, sem nunca o cristalizar, o trabalho dos seus fundadores: Alves Marques (o primeiro doutorado do Técnico!), Mariano Gago, Matos Ferreira e Jorge Dias de Deus que, por esta ordem, foram os quatro primeiros Presidentes do DF. Estes fundadores transferiram, com grande coragem, para o Técnico a visão de investigação de grandes centros internacionais. Todos os quatro eram engenheiros licenciados do Técnico, antes de terem sido físicos. Mas mesmo dentro do próprio Técnico, na altura daqueles tempos iniciais do DF, a investigação era ainda vista por muitos como uma curiosidade desnecessária.

 O legado e o futuro

Em 40 anos o legado do DF no Técnico e no País foi de uma grande expansão mas, sobretudo, foi um legado transformativo. E vai certamente continuar a ser no futuro. Em 1980 o DF era apenas duas secções. Hoje o DF estrutura cinco áreas científicas, participa em grandes experiências internacionais, e três dos seus membros são recipientes de 5 bolsas de financiamento competitivo do European Research Council.
No futuro, o DF será certamente estruturado noutras áreas científicas, participará certamente em programas de ensino diferentes, estabelecerá novas colaborações internacionais. Certo é que o DF não vai parar de evoluir. Saberá manter-se vibrante, inclusivo e a trabalhar para um futuro melhor para todos.

Programa das Celebrações:
Dia 16 de dezembro 2020

9:30 – 9:40 • Abertura pelo Presidente do Instituto Superior Técnico, Professor Rogério Colaço
9:40 – 10:30 • Origens e histórias de 40 anos de Departamento de Física
10:30 – 10:40 • Pausa
10:40 – 11:45 • Alumni do Curso de Engenharia Física Tecnológica
11:45 – 12:30 • Os 25 anos do Núcleo de Física do Instituto Superior Técnico.

16:00Palestra Nobel por Reinhard Genzel, Nobel Laureate in Physics 2020,
Max Planck Institute for Extraterrestrial Physics, Garching, Germany.
“Testing the Massive Black Hole Paradigm”.