Docentes e investigadores do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, encontraram-se com representantes da Fidelidade para debater os desafios da Gestão de Riscos e da Inteligência Artificial (IA). Foi mais uma edição das i-Talks do Técnico, realizada a 10 de fevereiro no Campus Alameda. São encontros que fortalecem “laços entre as instituições”, como destacou Carolina Cardoso, CSR Project Manager na Fidelidade. As i-Talks aproximam a Escola e empresas, promovendo a transferência de conhecimento e a identificação de oportunidades de colaboração em vários temas.
Miguel Teixeira, professor, presidente do Conselho Pedagógico do Técnico e coordenador da comissão Capstone do Técnico, começou por apresentar o programa, uma modalidade de dissertação desenvolvida sob a forma de projeto curricular multidisciplinar, impulsionada por desafios reais. “Os projetos Capstone permitem aos estudantes aplicar conceitos adquiridos ao longo do percurso académico, enfrentando problemas da sociedade, muitos dos quais propostos por empresas como a Fidelidade”, explicou.
O programa combina trabalho coletivo, através da Unidade Curricular Projeto Integrador de 2º Ciclo (PIC2), com trabalho individual no âmbito da dissertação, tendo sido um dos principais meios de concretizar a colaboração entre o Técnico e as empresas. A Fidelidade apresentou quatro propostas de projetos, disponíveis para candidatura pelos estudantes, cujo desenvolvimento irá decorrer no próximo ano letivo (2026/2027).
Beatriz Xavier, Actuary da Fidelidade, apresentou o tema “Caracterização da vulnerabilidade sísmica e do risco elétrico do edificado nacional”. A empresa procura envolver, através do programa Capstone, a academia na prospecção de fatores que influenciam a severidade de riscos sísmicos e elétricos. “O nosso objetivo é compreender melhor os fatores que influenciam estes riscos, para que possamos diferenciá-los de forma mais precisa na simulação e construção de uma apólice”, referiu. “Assim, conseguimos tarifar de forma mais justa para todos”.
O tema foi também explorado por Tiago Ferreira, professor do Técnico e investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Engenharia Civil para a Sustentabilidade (CERIS). A apresentação centrou-se em metodologias paramétricas para caracterizar a vulnerabilidade de edifícios, permitindo estimar danos e impactos em diferentes cenários sísmicos, bem como avaliar a acessibilidade e segurança em áreas urbanas afetadas.
Ricardo Quinteiro, Data Scientists da Fidelidade, apresentou resultados de uma dissertação em ambiente empresarial relacionada com aprendizagem de representação multimodal de documentos. “Há vários processos na Fidelidade que envolvem diferentes tipos de documentos e queremos tornar a sua organização mais fácil e escalável”, explicou. A empresa procura, assim, otimizar a classificação de documentos, de modo a que o sistema se ajuste automaticamente a novos ficheiros submetidos.
Já Nelson Nunes, Head of AI Engineering na Fidelidade, destacou um projeto em curso (“Improving Retrieval Augmented Generation Using LLMs”), focado na otimização da plataforma interna da empresa, o Node.AI. O objetivo passa por melhorar o chatbot corporativo, garantindo que a IA “forneça respostas precisas e de qualidade a partir de análises de tabelas e de outras estruturas de dados, reforçando a confiabilidade do sistema e a eficácia da ferramenta”.
A Fidelidade integra a Rede de Parceiros do Técnico desde 2022, colaborando com a Escola através da participação em feiras de emprego, iniciativas de contacto com os estudantes, atribuição de prémios de mérito, promoção de dissertações em ambiente empresarial com atribuição de bolsas de investigação, bem como a participação em projetos Capstone.