Entre mapas, brochuras, bandeiras e conversas em várias línguas, o Átrio do Pavilhão Central do Campus Alameda do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, transformou-se, a 8 de maio, num ponto de encontro entre estudantes, professores, técnicos e instituições de todo o mundo. A edição de 2026 do International Day (IDAY) voltou a reunir universidades parceiras, entidades culturais e organizações académicas com o objetivo comum de “aproximar a comunidade do Técnico das oportunidades internacionais de estudo, investigação e carreira”.
Joana Vital, estudante da Licenciatura em Engenharia de Materiais do Técnico, percorreu os corredores do evento à procura de respostas práticas para uma possibilidade que começa a ganhar forma: “fazer Erasmus no 2.º semestre”. A Áustria surge entre os “destinos mais fortes”, tanto pelas oportunidades ligadas à indústria como pela experiência cultural. “Queria perceber melhor os processos de mobilidade e as questões das residências, mas também conhecer o que cada universidade oferece para além das aulas”, explicou. “É diferente pesquisar online ou falar diretamente com quem conhece o programa”.
Junto das universidades internacionais, multiplicavam-se perguntas sobre equivalências, investigação, estágios e modelos de ensino. Na banca da Universidade Estadual de Campinas, a relação histórica com o Técnico continuava a servir de ponto de partida para novas oportunidades de cooperação. Para Isabele Paes, representante da universidade brasileira, iniciativas como o International Day ajudam a consolidar relações construídas há vários anos. “Existe uma proximidade natural pela língua e pela cultura, mas sobretudo pela valorização da ciência e da engenharia”, afirmou. “A relação com o Técnico e o Ensino Superior português continua a crescer através da mobilidade, da investigação e da partilha académica”.
Também Marta Pimenta, estudante do Mestrado em Engenharia de Materiais do Técnico, aproveitou o evento para explorar possibilidades de doutoramento e percursos de investigação fora de Portugal. Entre folhetos, apontamentos e conversas rápidas, procurava compreender linhas de investigação, condições de financiamento e projetos em desenvolvimento. “Quando falamos diretamente com as pessoas percebemos muito melhor o ambiente das universidades e as possibilidades reais que existem”, explicou. “Ajuda a transformar ideias mais vagas em opções concretas”.
Na área dedicada a programas de apoio académico internacional, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) esclarecia estudantes interessados em períodos de investigação nos Estados Unidos. Entre as questões mais frequentes surgiram bolsas para estágios científicos, programas de curta duração e apoios à participação em conferências internacionais.
“O Técnico é uma comunidade muito próxima daquilo que procuramos apoiar”, explicou Fátima Fonseca, representante da Instituição. “Temos programas para estudantes que querem fazer estadias de investigação, apresentar trabalho científico ou iniciar contactos com universidades e centros de investigação norte-americanos”. Para muitos estudantes, acrescentou, o principal obstáculo continua a ser o desconhecimento das oportunidades existentes. “Parte do nosso trabalho passa precisamente por mostrar que existem apoios financeiros e programas acessíveis”.
“No ano passado saí daqui com contactos que me ajudaram muito a esclarecer dúvidas”, recordou Tomás Serafim, estudante do Mestrado de Eletrotécnica e de Computadores do Técnico. Indeciso entre a KTH Royal Institute of Technology, na Suécia, e a CentraleSupélec, em França, procurava perceber qual das instituições “oferecia uma ligação mais próxima ao setor empresarial”. Um ano depois, regressou ao evento acompanhado por Daniel Ferreira, colega de curso, revisitando o espaço onde começou a definir o percurso académico que pretende seguir.
Por sua vez, sem um destino ainda decidido, Daniel Ferreira percorreu o evento focado em comparar modelos de ensino e possibilidades de apoio financeiro. “Procuro uma universidade com um bom sistema de ensino para a minha área e perceber que bolsas ou apoios podem existir”, afirmou. Para o estudante, o contacto direto com representantes e estudantes ligados às instituições continua a ser um dos principais aspetos do IDAY. “Há perguntas que só conseguimos fazer cara a cara”, concluiu.
O IDay assinalou igualmente o encerramento da International Staff Week 2026, iniciativa que, de 4 a 8 de maio, reuniu no Técnico mais de 130 representantes de Instituições de Ensino Superior internacionais. Durante a semana, participantes de 23 nacionalidades integraram sessões de trabalho, workshops, visitas e atividades culturais dedicadas à cooperação académica e à partilha de experiências na área da internacionalização do Ensino Superior.