Marina Gonzalez Marquez era uma das poucas pessoas no grupo de fusão nuclear da Universidade de Sevilha que ainda não tinha participado no PlasmaSurf. Todos os seus colegas lhe recomendaram a experiência e foi assim que, este ano, acabou a participar neste evento organizado pelo Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), centro de investigação associado ao Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa.
Ao longo de uma semana, a aluna espanhola frequentou palestras sobre tópicos como plasmas, fusão nuclear e lasers (tópicos caros às atividades de investigação do IPFN), intercaladas com atividades desportivas que incluíram escalada, mountainboarding, caiaques e surf, em conjunto com outros 43 alunos de ensino superior de 21 nacionalidades. “Adorei a oportunidade de explorar coisas novas”, partilha, numa pausa para lanche entre palestras. Pôde também conhecer rostos de vários pontos do mundo, especialmente do continente europeu – “posso ir trabalhar para sítios como a Alemanha, a Chéquia ou Itália e ter pessoas a quem escrever para me ajudarem a ambientar-me nesses locais novos para mim”, explica.
Os benefícios de participar no programa podem ir ainda mais longe, como explica Horácio Fernandes, docente do Técnico integrado na organização do PlasmaSurf. O programa tem uma componente online que permite a alguns dos estudantes inscritos aceder a palestras complementares e controlar remotamente duas experiências à distância, podendo completar assim 3 ECTS para o seu currículo académico.
Oriunda da Universidade de Malta, Martina Muscat descobriu o programa através de professores do seu curso, Engenharia Mecânica. Mesmo não sendo a física de plasmas o seu ramo, quis aproveitar uma oportunidade para expandir os seus conhecimentos técnicos e, em simultâneo, conhecer melhor Portugal, país que já visitara anteriormente. Mal sabia que teria a chance de ver o tokamak do Técnico e ainda de tirar uma selfie em grupo na praia com o ex-presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Riccardo Cadoni “definitivamente recomendaria que colegas experimentassem o PlasmaSurf”. Para o estudante de Engenharia Nuclear no Politécnico de Turim, o grupo de participantes “é excelente – somos todos jovens, estamos todos cá com o mesmo objetivo e divertimo-nos muito por Lisboa”. As suas áreas favoritas abordadas nas palestras do PlasmaSurf foram justamente as que não teve oportunidade de explorar no seu curso – astrofísica, plasmas no espaço e lasers. “Foi bom ter uma visão mais ampla das coisas em que os plasmas estão envolvidos”, refere, mas o destaque cimeiro da semana é outro: “acho que me apaixonei por escalada – nunca o tinha feito e quero repetir”.