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Alumnus do Técnico é finalista do Prémio Primus Inter Pares

Manuel Leite, antigo aluno de Engenharia Mecânica, é um dos 5 jovens talentos a competir pelo prémio final da iniciativa.

O prestígio da iniciativa, a visibilidade do galardão no mercado português e claro o prémio final que lhe está associado foram preponderantes na decisão de Manuel Leite, antigo aluno de Engenharia Mecânica no Técnico, se candidatar ao Prémio Primus Inter Pares. Após ser bem-sucedido nas diversas e desafiantes fases da prova, o antigo aluno do Técnico integra agora o prestigiante leque de 5 finalistas habilitados a ganhar um MBA (Master in Business Administration).

Esta 17.ª edição da iniciativa ficará marcada pelos imprevistos decorrentes da pandemia, e por isso ao contrário das edições anteriores, abrange dois anos: 2019 e 2020.  A primeira fase da competição –  que consiste em testes escritos cognitivos, de raciocínio lógico e algumas perguntas mais introspetivas – decorreu mesmo em 2019, mas foi interrompida pela pandemia de COVID-19 e acabaria por ser retomada este ano com algumas alterações.  As provas presenciais com uma seleção de 24 candidatos, que normalmente decorriam presencialmente, foram transformadas em trabalhos de casa seguidos de dinâmicas de grupo.

Assim, entre o momento em que se candidatou e a data em que se tornou finalista, Manuel Leite acabaria por terminar o curso e está já inclusive no mercado de trabalho desde fevereiro deste ano. O antigo aluno trabalha na Hyperion Renewables, uma empresa que desenvolve, investe e faz gestão de ativos de projetos de energias renováveis.

Ciente da qualidade dos outros candidatos, o jovem engenheiro nunca alimentou muitas expectativas sobre a possibilidade de chegar a esta etapa final, mas agora que o conseguiu não esconde a satisfação que a conquista lhe suscita, e sobretudo sublinha o gosto que encontrou em todo o processo. “A diversidade da área de formação e das opiniões dos finalistas contribuiu em muito para a qualidade dos desafios, e com a qualidade que foi apresentada, não saí com o feeling de vir a ser finalista, mas felizmente acreditaram em mim”, frisa.

Qualquer que fosse, ou seja, o resultado, para o alumnus a experiência por si só “foi muito enriquecedora para o meu currículo”. “Conheci muitas pessoas com backgrounds que divergiam totalmente do meu, mas que tinham também a mesma ambição de crescer profissionalmente e de ter impacto naquilo que fazem”, salienta.

O interesse pela Gestão e a vontade de solidificar competências 

O leque de interesses de Manuel Leite é vasto e a Gestão tem um lugar especial reservado no mesmo, assim como a Ciência e Matemática. “Contudo, acho que é fundamental para o crescimento de um engenheiro ter o tipo de soft skills que a área de Gestão fomenta porque nem tudo na vida empresarial está relacionado com as áreas de vertente mais técnica”, sublinha. “Mesmo trabalhando nessa área, um engenheiro tem de ter a capacidade para liderar e saber interpretar os que estão em seu redor, de modo a saber motivar e exponenciar as capacidades e o potencial existente de todos para criar valor acrescentado”, complementa.

Por isso mesmo, Manuel Leite percebeu há uns anos que um MBA poderia representar “uma grande mais-valia na carreira de um engenheiro”. “Seria exatamente o tipo de formação que me permitiria ganhar as skills necessárias para atingir certos desígnios no meu crescimento profissional e pessoal”, evidencia.

O “currículo mais técnico” que detém “e o facto de querer seguir uma carreira profissional mais ligada à indústria do que aos serviços” são, na ótica de Manuel Leite, fatores que o poderão ter favorecido até aqui na competição.  O antigo aluno acredita que também pode ter pesado na sua seleção o “contexto de base alemã” que lhe carimba a genética e o percurso – uma vez que além das raízes, frequentou a escola alemã, fez Erasmus e teve experiências profissionais também na Alemanha – e também “o facto de acreditar que o grande motor de uma economia acaba por passar no segmento industrial e de produção e no valor acrescentado que este proporciona ao país”. “Ademais, o facto de no ramo das Energias ser onde pretendo seguir a minha carreira profissional”, adiciona.

Como características mais pessoais, o finalista do Prémio Primus Inter Pares destaca a sua “calma, estabilidade e determinação”, características que foi demonstrando ao longo dos desafios.

À descoberta dos líderes do futuro

A iniciativa do jornal Expresso e do banco Santander que se propõe a descobrir futuros líderes de empresas no meio universitário chegou na semana passada à reta final, com os 5 finalistas a reunirem com um júri  que inclui o presidente do conselho de administração do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, o presidente executivo do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida, a conselheira sénior internacional na Roland Berger, Estela Barbot, o ex-ministro do Desenvolvimento Regional e professor universitário, Miguel Poiares Maduro, e a administradora da Sogrape, Raquel Seabra.

Juntam-se ao antigo aluno do Técnico no lote de finalistas: Álvaro Samagaio, António Ventosa, Bernardo Falcão, Catarina Ferreira. Os três melhores classificados terão oportunidade de fazer um MBA- com os custos de matrículas e propinas a serem suportados pelo Prémio. O 1.º e o 2.º classificados têm, por esta ordem, direito de preferência, entre os cursos disponíveis. A escolha pode incidir sobre o IE Business School, em Madrid, ou, em Portugal, a Universidade Católica, a Nova SBE ou o ISEG.

O Prémio Primus Inter Pares iniciou-se no ano letivo 2003/2004, e ao longo das várias edições já recebeu cerca de 1500 candidaturas, sendo distinguidos através de MBA’s, Pós-Graduações e outros Prémios 85 estudantes.